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sábado, 5 de maio de 2018

Doando petroleo


CNPE propõe 5ª rodada de partilha do pré-sal
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 Segunda reunião extraordinária da CNPE. Foto: Saulo Cruz/ MME.
Proposta foi feita durante a segunda reunião extraordinária deste ano.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) propôs nesta sexta-feira (4) a realização da 5ª Rodada de Partilha de Produção do Pré-Sal. A deliberação segue para a aprovação da presidência da República.

No Leilão, previsto para 28 setembro, serão ofertados os blocos denominados Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde, localizados nas bacias de Campos e Santos, dentro do Polígono do Pré-sal e em área declarada estratégica.

De acordo com a legislação em vigor, a Petrobras deverá manifestar em até 30 dias, após a publicação da resolução no CNPE no Diário Oficial da União (DOU), seu interesse em atuar como operadora das áreas indicadas para oferta no regime de partilha de produção, visando à continuidade da preparação do certame.

A 4ª Rodada de Partilha de Produção será realizada 7 de junho e irá ofertar as áreas de Itaimbezinho, Três Marias, Dois Irmãos, Uirapuru nas bacias de Campos e Santos
Mais informações sobre as áreas ofertadas podem ser encontradas no site do Ministério de Minas e Energia (MME).

domingo, 25 de março de 2018

Brasil perdido sob a violencia civil


Ataques no Ceará podem estar associados a bloqueadores em presídios
  • 25/03/2018 13h15
  • Brasília





Helena Martins – Repórter da Agência Brasil
Uma retaliação de facções criminosas à possível instalação de bloqueadores de celulares em presídios, proposta que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, é a explicação que especialistas têm dado aos ataques contra órgãos públicos, ônibus e torres de telefonia no Ceará. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) está responsável pelas investigações. Até agora, não foram apresentadas as linhas de investigação.

“A gente está vivendo uma crise sem precedentes. É inegável que as facções se potencializaram no nosso estado e hoje os nossos presídios funcionam como escritórios dos crimes. Quando do anúncio da lei dos bloqueadores, houve uma reação das facções porque elas vão ter seus interesses prejudicados. Era uma reação que a gente já esperava”, diz Valdomiro Barbosa, presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE).

Além do projeto de lei, desde 2013 tramita na Justiça cearense um processo sobre a instalação de bloqueadores. Uma sentença foi expedida, em 2 de março, determinando que o “Estado do Ceará, no prazo de 180 dias, proceda à aquisição e promova a devida instalação de bloqueadores de sinal de celular em todas as unidades prisionais sob sua responsabilidade”.

Histórico
Essa não é a primeira vez em que esse tipo de ataque ocorre. Em 2016, houve ataques a torres de telefonia e um carro cheio de explosivos chegou a ser colocado na rua da Assembleia Legislativa do Ceará depois que os parlamentares aprovaram um projeto de autoria do governo que proibia as operadoras de conceder sinal de radiofrequência nas áreas de unidades prisionais do estado. A lei foi questionada, assim como regras semelhantes de cinco outros estados, no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo seus resultados sustados.

Saiba Mais
“Na época, essa questão foi minimizada, mas já era uma mostra que as facções tinham crescido no estado. Era um recado, mas não se levou muito em consideração porque Fortaleza vivia um momento em que as taxas de homicídio eram muito baixas e o governo, recém-eleito, tinha muito capital político e tentou amenizar a situação. Passados dois anos, nós vemos um retorno dessa mesma demanda por parte das facções, só que com um poder de fogo e uma capilaridade muito maior”, explica Ricardo Moura, jornalista e pesquisador do Laboratório Conflitualidade e Violência (Covio) da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Crise na segurança
Barbosa também destaca o maior poder dessas facções. Ele diz que desde 2015 o Sindasp tem alertado o governo sobre a presença dos grupos em unidades prisionais. “Mas os dois últimos governadores não cuidaram de estruturar o sistema prisional, pois investiram só em policiamento ostensivo”, critica. Ele cita como exemplos os programas Ronda do Quarteirão e o reforço ao Batalhão de Policiamento de Rondas de Ações Ostensivas e Intensivas (RAIO).

Nos presídios, cerne da atuação das facções, segundo o agente penitenciário, o deficit de profissionais desse tipo é de 4 mil pessoas e não houve incrementos nos últimos anos, ao passo que a população carcerária passou de 21 mil presos para 28,5 mil entre 2015 e 2018. Nesse período, o presidente do Sindasp afirma que “todas as grandes unidades prisionais foram separadas por facções, o que favoreceu a organização delas”. Para ele, “o gargalo da crise da segurança pública no estado está no sistema penitenciário”.

Além desse problema, a morosidade da Justiça e o enfraquecimento da polícia judiciária são outros dois elementos que explicam a crise, na opinião do Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol/Ce), Francisco Lucas de Oliveira. “A gente tem uma polícia de investigação praticamente falida. Não existe investimento, temos pouco efetivo e estamos perdendo muitos para outras unidades da federação, pois aqui não há incentivo”, lamenta.

Para ele, a morte de três pessoas que praticaram ato contra a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), na madrugada de sexta (23) para sábado (24), pode ser apontada como motivo. Alvejados em troca de tiros com policiais militares, os suspeitos foram levados a uma unidade hospitalar, mas não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito. Dois já foram identificados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce): Francisco José Raniel Barbosa dos Santos e Davi Lima Pires, ambos de 19 anos.

A crise da segurança pública marca o cotidiano da população cearense, que apenas este ano viu quatro chacinas ocorrerem no estado. “A gente naturaliza uma situação de medo permanente e de uma estratégia de segurança cotidiana para as questões mais banais da vida, como ir para o trabalho ou para o lazer. A gente está se precavendo para gerir o dia a dia nosso. É algo muito terrível do ponto de vista da sociedade”, alerta Ricardo Moura.

A Agência Brasil procurou a Sejus e a SSDPS para obter mais informações sobre as investigações e as respostas das secretarias sobre as críticas feitas pelos especialistas. Até a publicação desta reportagem, não foram enviadas respostas. Até agora, seis pessoas foram presas suspeitas de participação nos incêndios e ataques aos prédios públicos.
Edição: Wellton Máximo


sábado, 27 de janeiro de 2018

Netflix no topo



Valor de mercado da Netflix ultrapassa US$ 100 bilhões





Empresa que revolucionou indústria do cinema e televisão recebeu 8,3 milhões de novos assinantes no último trimestre de 2017, investindo no mercado internacional e em produções originais de filmes e séries.

Os serviços da Netflix estão disponíveis em 190 países, com 110,6 bilhões de assinantes em todo o mundo

No último trimestre de 2017, a Netflix ganhou 8,3 milhões de novos assinantes em todo o mundo – 2 milhões apenas nos EUA –  capitalizando pela primeira vez mais de 100 bilhões de dólares e triplicando os lucros da empresa que revolucionou a indústria do cinema e da televisão.

A divulgação dos resultados fez com que as ações da Netflix subissem 9% no mercado de ações nesta segunda-feira (22/01) após um bom desempenho em todo o mês de janeiro e de um crescimento de 53% no ano passado.

No mercado internacional, a empresa recebeu 6,3 milhões de novas assinaturas entre outubro e dezembro de 2017, superando as expectativas de 5,1 milhões, com o lançamento de séries aclamadas como Stranger Things e The Crown. Os serviços da Netflix estão disponíveis em 190 países, com 110,6 milhões de assinantes em todo o mundo.

Fundada em 1997, a Netflix se transformou de um serviço que comercializava DVDs pelo correio para um concorrente do canal HBO no mercado de filmes online. Mais tarde, a sua expansão lhe permitiu produzir séries e filmes originais, diminuindo a dependência dos estúdios cinematográficos. As produções da Netflix já ganharam vários prêmios.

"Em 2017, aumentamos em 36% nossa receita, para 11 bilhões de dólares, acrescentamos 24 milhões de novos membros (comparados aos 19 milhões de 2016), atingimos pela primeira vez um ano inteiramente positivo no lucro de contribuições internacionais e dobramos nossa receita operacional global", afirmou a empresa em carta aos acionistas.

A Netflix planeja investir 8 bilhões de dólares em 2018 em filmes e séries originais, para afastar a concorrência de serviços semelhantes fornecidos por empresas como Amazon, Hulu e Disney. Esta última vem investindo pesado em serviço próprio de streaming, preparando para 2019 o lançamento de novos filmes e séries, além de remover suas produções do acervo da Netflix.

"Escolhemos uma estratégia de negócios que, essencialmente, nos leva a investir nossos lucros domésticos na expansão internacional", afirmou o CEO da Netflix, Reed Hastings. "Acreditamos que seja a atitude correta, mas certamente requer coragem de nossos investidores."

A Netflix prevê para o primeiro trimestre de 2018 a adesão de 6, 35 milhões de novos assinantes, bem acima das expectativas dos analistas de mercado.
RC/rtr/afp
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