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terça-feira, 18 de junho de 2019
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Refugiados e migrantes da Venezuela
Número de
refugiados e migrantes da Venezuela chega a 4 milhões
Publicado em 07/06/2019 - 16:50
Por Deutsche
Welle (agência pública da Alemanha) Berlim
O número
de venezuelanos que deixou o país chegou a quatro milhões, divulgaram nesta
sexta-feira (7) em um comunicado a Organização Internacional para as Migrações
(OIM) e a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Os
venezuelanos são o segundo maior grupo populacional deslocado do mundo, ficando
atrás apenas dos refugiados sírios, que alcançam 5,6 milhões de pessoas.
Desde o
agravamento na crise no país governado por Nicolás Maduro, o ritmo de saída de
população da Venezuela tem crescido de maneira acelerada.
De cerca
de 695 mil no final de 2015, o número de refugiados e migrantes venezuelanos
disparou para mais de 4 milhões até meados de 2019, segundo dados de
autoridades nacionais de imigração e outras fontes. Em apenas sete meses desde
novembro de 2018, o número aumentou um milhão, explica a nota.
Os países
latino-americanos recebem a grande maioria dos venezuelanos: Colômbia (1,3
milhão), o Peru (768 mil), Chile (288 mil), Equador (263 mil), Brasil (168 mil)
e Argentina (130 mil). O México e os países da América Central e do Caribe
também recebem um número significativo de refugiados e migrantes da Venezuela.
"Estes
números são alarmantes e ressaltam a necessidade urgente de apoiar comunidades
de amparo nos países receptores", comentou o representante especial da
Acnur-OIM para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein.
Stein
elogiou países da América Latina e do Caribe "por fazerem parte da
resposta a esta crise sem precedentes", mas acrescentou que eles não podem
continuar sozinhos, sem ajuda internacional.
Ambos os
organismos tentam prestar parte desse apoio através de um plano regional
lançado em dezembro, e que pode permitir ajudar 2,2 milhões de venezuelanos nos
países receptores e 580 mil pessoas em comunidades de amparo em 16 países.
Porém, o maior problema é o escasso financiamento que o plano recebeu, já que
somente 21% do orçamento planejado foi coberto.
Há alguns
anos, a Venezuela está em uma grave crise econômica, acirrada por
instabilidades políticas. No mês passado, o Banco Central da Venezuela (BCV)
rompeu um silêncio de três anos sobre os dados econômicos do país e informou
que a inflação chegou a 130.060% em 2018. A instabilidade política fez com que
o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, fosse proclamado
pela Casa como presidente interino do país em 23 de janeiro, durante um
protesto contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas. Guaidó é reconhecido
como presidente por mais de 50 países, entre eles, Brasil e Alemanha.
Saiba mais
Edição: Valéria Aguiar
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quinta-feira, 25 de abril de 2019
Negociação com a Coreia do Norte
Putin quer retomar negociações de programa nuclear com Coreia do Norte
Publicado em 24/04/2019 - 06:15
Por Agência
Brasil* Brasília
Uma
autoridade russa de alto escalão disse à TV NHK que o presidente da Rússia,
Vladimir Putin, pretende propor a retomada de negociações, entre seis partes,
do programa nuclear de Pyongyang quando se encontrar, nesta quinta-feira (24)
com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.
Putin e
Kim terão sua primeira cúpula em Vladivostok. Kim deve chegar hoje, de trem, à
cidade, que fica no extremo oriente russo. A cúpula provavelmente vai abordar
uma ampla variedade de temas, incluindo a de nuclearização da Península Coreana
e a cooperação econômica bilateral.
As
negociações entre as seis partes eram presididas pela China e começaram em
2003. Os outros participantes eram os Estados Unidos (EUA), a Coreia do Norte,
o Japão, a Coreia do Sul e Rússia. Entretanto, o impasse entre os EUA e a
Coreia do Norte se intensificou cada vez mais sobre como verificar o comprometimento
de Pyongyang em desmantelar seu programa nuclear. As negociações estão
interrompidas desde dezembro de 2008.
Putin tem
dito que a questão nuclear norte-coreana deveria ser debatida pelo mecanismo
composto pelas seis partes. Acredita-se que Putin está tentando ampliar o
envolvimento russo na questão.
*Com informações da NHK (emissora pública de televisão do Japão)
*Com informações da NHK (emissora pública de televisão do Japão)
Edição: Graça Adjuto
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sexta-feira, 5 de abril de 2019
Preso Carlos Ghosn
Carlos Ghosn é preso novamente em Tóquio
Publicado em 03/04/2019 - 21:21
Por Agência Brasil* Brasília
Os promotores de Tóquio, no Japão,
determinaram hoje (3), pela quarta vez, a prisão do executivo franco-brasileiro
Carlos Ghosn, de 64 anos, ex-presidente da Renault. O empresário foi solto, no
mês passado, sob fiança, após 108 dias de custódia. Nesta quarta-feira, Ghosn
foi preso na casa dele. De acordo com a emissora estatal japonesa, NHK, é raro
no Japão que alguém libertado sob fiança seja preso novamente.
Os investigadores apuram informações
sobre o desvio de US$ 34 milhões pagos a uma concessionária da Nissan em Omã,
operada por um dos conhecidos de Ghosn, ao longo de sete anos. Há informações
que parte do dinheiro foi para comprar um iate de Ghosn. Segundo apurações, o
dinheiro veio de um fundo de reserva da Nissan que o executivo foi autorizado a
usar a seu critério. Ghosn foi indiciado sob acusação de violação agravada de
confiança e subnotificação de sua indenização. Ele nega essas acusações.
Mais suspeitas
A montadora francesa Renault informou que uma investigação interna sobre
suspeita de má conduta financeira por seu ex-presidente identificou práticas
questionáveis relacionadas a pagamentos a um distribuidor em Omã. A empresa
não revelou detalhes, mas a mídia local diz que parte dos pagamentos para a
distribuidora foram transferidos para uma empresa no Líbano controlada por
associados dw Ghosn, que também atuou como diretor executivo da Renault.
Renault informou, anteriormente, aos promotores que o dinheiro da
empresa foi desviado para cobrir os custos do casamento de Ghosn no Palácio de
Versalhes em 2016. A Renault também disse que uma investigação conjunta com a
japonesa Nissan Motor revelou que as despesas questionáveis foram cobradas da
holding Renault-Nissan na Holanda a partir de 2010, enquanto Ghosn estava no
comando.
*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão.
Edição: Carolina Pimentel
segunda-feira, 25 de março de 2019
Massacre em aldeia no Mali
Massacre em aldeia no Mali deixa mais de 130 mortos
Publicado em 25/03/2019 - 08:26
Por Agência Brasil Brasília
Mais de 130 pessoas foram mortas em um ataque a uma vila no centro de
Mali em meio a uma onda crescente de violência étnica e islâmica no país do
Oeste da África. O massacre foi na tribo Dogon em que a aldeia, pertencente a
muçulmanos Fulanis, foi queimada.
O ataque ocorreu há dois dias, e as tensões aumentaram desde que o
governo começou a combater extremistas em seus territórios desérticos. Além dos
mais de 130 mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas.
Ministro da Justiça
do Mali visita sobreviventes de massacre no hospital Reuters/ ORTM /
SOCIAL MEDIA WEBSITE/Direitos reservados
O prefeito da cidade vizinha de Bankass, Moulaye Guindo, responsabilizou
pelo ataque um grupo de caçadores de Dogon que convive com os Fulani em clima
de permanente tensão.
O ataque ocorreu quando uma delegação do Conselho de Segurança da
Organização das Nações Unidas (ONU) visitava a região do Sahel, na África
Ocidental, para avaliar a ameaça jihadista.
Apesar de os jihadistas terem sido expulsos por uma operação militar
liderada pela França em janeiro de 2013, os atuais esforços das forças de paz
da ONU e a criação de uma força militar de cinco nações, a violência extremista
na região permanece.
O Mali está localizado na África Ocidental, tem cerca de 17,9 milhões de
habitantes e uma população basicamente muçulmana (90%), apenas 5% são cristãos
e o restante, de diversas religiões. O idioma oficial é francês, mas há outras
línguas faladas no país.
*Com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha.
Edição: Talita Cavalcante
sábado, 16 de março de 2019
Serviço de energia na Venezuela
Venezuela
anuncia restabelecimento total do serviço elétrico
Publicado em 15/03/2019 - 10:01
Por Da Agência Brasil* Brasília
O
ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodriguez, informou que o
fornecimento de energia elétrica foi restabelecido por completo depois do
apagão que chegou a afetar quase todo o país desde a quinta-feira passada. Além
disso, o governo Nícolas Maduro anunciou a retomada das atividades
profissionais que estavam suspensas desde sexta.
Em
entrevista à emissora estatal VTV, o ministro indicou que,
excepcionalmente, as atividades escolares continuarão suspensas por mais 24
horas, mas que as atividades de todo o setor público e privado serão retomadas,
depois de terem ficado suspensas nos quatro dias úteis anteriores.
"No
dia de hoje está completamente restituído, em 100%, o serviço de energia
elétrica em nível nacional", disse Rodriguez, na quarta-feira (13/03),
após reconhecer que restam algumas áreas com falhas relacionadas com
"sabotagens locais", mas que já estavam sendo tratadas. "O
presidente Maduro decidiu que as atividades laborais serão retomadas a partir
da manhã de quinta-feira."
Segundo Rodriguez, o fornecimento de água, afetado pelo blecaute, foi restabelecido em
70% a 80%. O ministro também confirmou a reativação dos exercícios militares
que vinham ocorrendo há semanas – desta vez, focados no monitoramento da
infraestrutura elétrica e hídrica.
Estas
manobras serão "dirigidas a um processo de proteção integral de todo o
Sistema Elétrico Nacional (SEN) e do nosso sistema de águas", acrescentou
o ministro, reiterando a versão governamental que acusa os Estados Unidos e a
oposição local pelo blecaute de quinta-feira.
Os
exercícios militares implicarão no desdobramento de toda a força militar
venezuelana "ao redor das 114 estações de prestação de serviço de energia
elétrica" do país "para empreender um processo estratégico de
proteção" dessas instalações.
Maduro
tem sustentado a teoria de que o apagão foi causado por "ataques
cibernéticos e eletromagnéticos" dos Estados Unidos contra os sistemas da
usina hidrelétrica de Guri, que gera praticamente 80% da energia elétrica da
Venezuela.
"Para
evitar que voltem a acontecer no futuro novos ataques de ação criminosa do
terrorismo da extrema direita venezuelana e dos seus donos na administração do
governo dos EUA", completou Rodriguez. O governo chavista afirmou ainda
que pedirá ajuda da Rússia e do Irã para investigar as causas do apagão.
O
ministro do Petróleo, Manuel Quevedo, denunciou uma nova suposta sabotagem -
desta vez, nas instalações da estatal petrolífera PDVSA, no Cintiruão
Petrolífero de Orinoco. No local, dois tanques de armazenamento de petróleo
explodiram.
Edição: Valéria Aguiar
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
REUNIÃO SOBRE A CRISE DA VENEZUELA EM BRASÍLIA
Crise na
Venezuela é tema de reunião em Brasília conduzida por Araújo
Conversa durou
cerca de seis horas no Itamaraty
Publicado em 17/01/2019 - 16:06
Por Pedro
Rafael Vilela e Paula Laboissière - Repórteres da Agência Brasil Brasília
A reunião coordenada pelo
ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Itamaraty, com
oposicionistas e críticos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, além de
representantes de países do Grupo de Lima e dos Estados Unidos, durou cerca de
seis horas. Após o encontro, eles almoçaram.
A conversa, a portas fechadas,
ocorreu no dia seguinte ao encontro dos presidentes Jair Bolsonaro e da
Argentina, Mauricio Macri.
Em discussão, alternativas para a
crise política e econômica que se instalou na Venezuela, gerando
desabastecimento, fuga de famílias e denúncias de violação de direitos. Para
líderes internacionais, o governo de Maduro não tem legitimidade, pois há
dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral.
Em declaração à
imprensa após a reunião de ontem (16) com Bolsonaro, no Palácio do
Planalto, Macri disse que os governos brasileiro e argentino compartilham
preocupação com a situação dos venezuelanos. De acordo com Macri, Bolsonaro e
eles reafirmaram a condenação ao que chamaram de “ditadura de Nicolás Maduro”.
“A
comunidade internacional já se deu conta: Maduro é um ditador que busca se perpetuar no poder com eleições
fictícias, encarcerando opositores e levando os venezuelanos a uma
situação desesperadora”, afirmou Macri. “Reiteramos que reconhecemos a
Assembleia Nacional como a única instituição legítima na Venezuela, eleita
democraticamente pelo povo venezuelano”, completou o presidente argentino.
Parlamento
Há dois
dias, a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela aprovou um acordo,
classificado de histórico pelos parlamentares, em que é declarada “formalmente a usurpação da Presidência da República"
por Nicolás Maduro. A moção estabelece ainda a anulação de “todos os supostos
atos emanados do Poder Executivo".
A decisão foi tomada após
a prisão e libertação do presidente do Parlamento venezuelano, Juan
Guaidó, um dos principais opositores de Maduro.
Grupo de Lima
No começo
do mês, integrantes do Grupo de Lima, com exceção do México, aprovaram uma
declaração em defesa da tomada do poder pelo Parlamento da Venezuela,
promovendo eleições imediatas e afastando Maduro do governo.
Edição: Nádia Franco
DÊ SUA OPINIÃO SOBRE A QUALIDADE DO CONTEÚDO QUE VOCÊ ACESSOU.
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o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.
Você será direcionado para o
"Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos
serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.
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