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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Eleições no Brasil


Eleições devem mobilizar 2 milhões de mesários em todo o país
Publicado em 21/09/2018 - 07:20
Por Agência Brasil Brasília




As eleições deste ano devem mobilizar cerca de 2 milhões de mesários em todo país. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a metade dos mesários se ofereceu para o trabalho de maneira voluntária.

Para atuar como mesário, o escolhido recebe treinamentos específicos e orientações de técnicos da Justiça Eleitoral, que o prepara para atuar no dia das eleições. A cada eleição, a Justiça Eleitoral convoca eleitores maiores de 18 anos e em situação regular para atuar no dia da votação.

A convocação exclui candidatos e seus parentes, ainda que por afinidade, até o segundo grau, e seu cônjuge; membros de diretórios de partidos políticos, desde que exerçam função executiva; autoridades, agentes policiais e funcionários no desempenho de funções de confiança do Executivo; e funcionários do serviço eleitoral.

Tarefas
O mesário é o representante da Justiça Eleitoral na seção de votação. Cabe a ele receber e identificar os eleitores – seja pela verificação de documentos e coleta de assinaturas, seja pela verificação biométrica –, compor as mesas de votos e justificativas, fiscalizar e desempenhar tarefas logísticas e de organização da seção para a qual foi designado.

O eleitor que atua como mesário tem direito à dispensa do serviço pelo dobro de dias e ao desempate em concursos da Justiça Eleitoral, quando prevista essa possibilidade no edital.

O treinamento de mesários ocorre nas modalidades presencial e à distância. Neste ano, a Justiça Eleitoral preparou cerca de 180 mil mesários por meio de curso à distância.

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Edição: Davi Oliveira

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O pais em crise


PF usa scanner para criar maquete virtual do Museu Nacional
Publicado em 05/09/2018 - 12:55
Por Jéssica Antunes* Rio de Janeiro



Peritos da Polícia Federal começaram hoje (6) um trabalho de escaneamento do que sobrou da fachada do Museu Nacional. Os agentes estão no local para criar uma maquete virtual do prédio. Esta maquete em 3D será comparada com a estrutura antiga e, assim, os peritos esperam entender como o incêndio ocorreu.

O processo é feito com a ajuda de alguns equipamentos como scanners, posicionados em tripés e do tamanho próximo ao de um aparelho celular, e uma ferramenta em formato de circunferência branca que ajuda na captação das imagens tridimensionais.

Polícia Federal usa scanner para mapeamento de áreas destrídas do Museu Nacional, no Rio. - Tomaz Silva/Agência Brasil

Do lado de fora, a fachada do Museu Nacional parece firme, mas através de suas janelas e portais é possível ver o estrago: armários caídos, entulhos, cinzas e estruturas carbonizadas.

 Dois carros da Polícia Federal estão no museu e pelo menos dez agentes atuam no local.

Caminhões dos bombeiros também estão a postos na Quinta da Boa Vista, embora não haja mais focos de fogo aparentes.


*Estagiária sob a supervisão de Mario Toledo
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Edição: Lílian Beraldo


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Novas formas, novas utilidades


Cerâmica flexível capta múltiplas fontes de energia

Redação do Site Inovação Tecnológica -  11/07/2018



Um processo criativo de fabricação aumentou em 10 vezes a capacidade de geração de eletricidade.[Imagem: Wang Lab/Penn State]


Piezoelétrico flexível

Uma espuma cerâmica piezoelétrica sintetizada sobre um suporte flexível de plástico apresentou um aumento de 10 vezes na capacidade de colher energia mecânica e térmica em relação aos compósitos piezoelétricos padrão - os materiais piezoelétricos coletam essas formas de energia e as convertem em eletricidade.

Este é um feito longamente buscado no campo da colheita de energia, já que a flexibilidade dá um novo nível de aplicações para os materiais piezoelétricos.

"As cerâmicas duras no polímero macio são como pedras na água. Você pode bater na superfície da água, mas pouca força é transferida para as pedras. Nós chamamos essa capacidade de transferência de tensão," explicou o professor Qing Wang, da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos EUA.

Até agora, tem-se usado fios piezoelétricos montados sobre matrizes de polímero, mas essa estrutura é ineficiente porque a força mecânica dirigida ao material piezoelétrico acaba absorvida pelo polímero.

Molde plástico

O ingrediente secreto para superar essa incompatibilidade acabou sendo uma espuma barata de poliuretano, que pode ser comprada em lojas de materiais de construção.

As saliências do poliuretano, pequenas e uniformes, servem como molde para a formação da microestrutura da cerâmica piezoelétrica, que é aplicada em forma de nanopartículas dispersas em solução. Quando o molde e a solução são aquecidos a uma temperatura suficientemente alta, o poliuretano se queima e a solução cristaliza em uma espuma sólida muito uniforme. Depois de esfriar, os buracos na cerâmica são preenchidos com polímero.

O material pode ser usado em qualquer situação onde haja uma força mecânica de qualquer tipo - seja vibração, puxamento, compressão etc. - ou uma fonte de calor.

"Este composto 3-D tem uma saída de energia muito maior em diferentes modos. Podemos esticá-lo, dobrá-lo, pressioná-lo. E, ao mesmo tempo, ele pode ser usado como um coletor de energia piroelétrico se houver um gradiente de temperatura de pelo menos alguns graus," disse o professor Wang.

A expectativa da equipe é que sua espuma geradora de energia possa ser usada para recarregar aparelhos eletrônicos portáteis e sensores para monitoramento da saúde.

Bibliografia:

Flexible three-dimensional interconnected piezoelectric ceramic foam based composites for highly efficient concurrent mechanical and thermal energy harvesting
Guangzu Zhang, Peng Zhao, Xiaoshan Zhang, Kuo Han, Tiankai Zhao, Yong Zhang, Chang Kyu Jeong, Shenglin Jiang, Sulin Zhang, Qing Wang
Energy & Environmental Science
DOI: 10.1039/C8EE00595H


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Utilidades novas, velhos materiais


Cerâmica fabricada com eletricidade deforma como metal

Redação do Site Inovação Tecnológica -  15/06/2018



A cerâmica continua trincando, mas não é destruída catastroficamente, como acontece no processamento tradicional. [Imagem: Jaehun Cho et al. - 10.1038/s41467-018-04333-2]

Sinterização flash

Há cerca de dois anos, pesquisadores holandeses conseguiram sintetizar cerâmicas flexíveis - um material que é tipicamente quebradiço fabricado na forma de folhas finas, que dobram-se como papel.

Agora, uma equipe da Universidade Purdue, nos EUA, encontrou uma forma de trabalhar com blocos maiores de cerâmica e torná-la quase tão maleável quanto um metal.

Com a técnica, a natureza tipicamente quebradiça da cerâmica pode ser minimizada, fazendo com que o material suporte cargas pesadas e abrindo caminho para a fabricação de peças mais resilientes, de revestimentos de lâminas de motores de aviões a implantes dentários.

O segredo está em aplicar uma corrente elétrica durante a fabricação da cerâmica, por um processo chamado sinterização, por meio do qual um material em pó coalesce em uma massa sólida - com a aplicação da eletricidade, o processo passa a ser conhecido como sinterização flash.

Cerâmica maleável

Os testes foram feitos com uma cerâmica conhecida como YSZ, sigla para "zircônia estabilizada com ítria", uma cerâmica bem-conhecida e com largas aplicações termais - as cerâmicas são isolantes térmicos excepcionais.

Aplicando a corrente elétrica durante a sinterização, a cerâmica ganha maleabilidade, podendo ser facilmente moldada a temperatura ambiente. E a novidade aqui está em comprovar essa maleabilidade também sob altas temperaturas, justamente as condições nas quais a cerâmica tipicamente opera em condições reais.

Enquanto os metais podem ser tensionados entre 10 e 20% sem se quebrar, as cerâmicas tipicamente se fraturam com uma tensão de apenas 2 a 3%. Com o processamento por sinterização flash, o material resiste a tensões entre 7 e 10%.

"No passado, quando aplicávamos uma carga elevada a temperaturas mais baixas, um grande número de cerâmicas falhava catastroficamente sem aviso. Agora, podemos ver as rachaduras aparecendo, mas o material permanece coeso; isso é uma falha previsível e muito mais segura para o uso da cerâmica," disse o professor Xinghang Zhang.

Bibliografia:

High temperature deformability of ductile flash-sintered ceramics via in-situ compression
Jaehun Cho, Qiang Li, Han Wang, Zhe Fan, Jin Li, Sichuang Xue, K. S. N. Vikrant, Haiyan Wang, Troy B. Holland, Amiya K. Mukherjee, R. Edwin García, Xinghang Zhang
Nature Communications
Vol.: 9, Article number: 2063
DOI: 10.1038/s41467-018-04333-2