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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Rússia no clube das nações



Caças noruegueses defendem Islândia de mítico ataque russo


O espaço aéreo da Islândia e de áreas próximas do mar de Barents estão sendo patrulhados diariamente por caças noruegueses. O objetivo deste esforço combinado da OTAN é travar mais uma vez a Rússia “hostil”.



  
"As patrulhas são importantes para salientar que a OTAN permanece unida, bem como para sinalizar aos russos que estamos prontos para salvaguardar nossa defesa", disse o vice-comandante supremo aliado da OTAN para a Europa Adrian Bradshaw à emissora nacional norueguesa NRK.



© AFP 2016/ Anne-Christine Poujoulat




Atualmente, quatro caças noruegueses das bases aéreas de Bodo e de Orlandet estão estacionados na Islândia, encarregados de monitorar o espaço aéreo da ilha e manter um olho sobre a Rússia, uma missão rotativa entre os vários membros da OTAN.

"A Rússia tomou a iniciativa nos mares do norte e agora nós [OTAN] devemos mostrar que temos interesses de defesa comuns ", disse Bradshaw, se referindo aos exercícios russos perto da Noruega.

Rune Jakobsen, das Forças Armadas da Noruegas sublinhou que a Rússia está constantemente usando novos métodos.

"Nós vemos um aumento na atividade marítima e um declínio no uso de aviões de bombardeio estratégico. Hoje, as forças armadas russas também podem conduzir operações militares muito mais rapidamente do que antes. Agora, eles podem chegar com toda sua Frota do Norte em apenas algumas horas. É um desafio para nós", disse Jakobsen.

De acordo com ele, os russos estão usando um novo tipo de submarinos, o que acelera as operações marítimas. O resultado é que os navios de guerra russos poderiam, em caso de necessidade, aparecer em águas exteriores à Noruega no tempo de algumas horas, sem notificarem as forças da OTAN.

A Islândia ficou sem os meios para patrulhar seu espaço aéreo após a retirada da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) da base aérea de Keflavik em setembro de 2006.

No mesmo ano, o primeiro-ministro Geir Haarde solicitou aos membros da OTAN para patrulharem o espaço aéreo da ilha. Notavelmente, Haarde negou que a medida tenha sido especificamente dirigida contra aviões russos, sublinhando que a Islândia mantém relações amigáveis com a Rússia.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Corruptos de Brasília



PGR pede prisão de Jucá, Sarney, Renan e Cunha; advogado nega conhecer pedido
  • 07/06/2016 10h15
  • Brasília






Karine Melo - Repórter da Agência Brasil
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, por tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato. As informações foram divulgadas hoje (7) pelo jornal O Globo. O caso será analisado pelo ministro do Supremo Teori Zavascki. 

O advogado dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse hoje (7) à Agência Brasil que ainda não tomou conhecimento do pedido de prisão de seus clientes.

Segundo o jornal O Globo, os pedidos estão com o ministro há pelo menos uma semana. Apesar da repercussão do caso, as assessorias do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República não confirmam os pedidos de prisão.
Saiba Mais
“Daquilo que eu vi que foi causado, não existe sequer "en passant" qualquer tentativa de obstrução de justiça de interferência na Lava Jato. É um momento delicado, se tiver um pedido, eu prefiro não acreditar que tenha, tenho confiança que o Supremo Tribunal Federal não vai determinar uma medida tão drástica em razão das gravações que foram expostas. Mas eu prefiro esperar. Eu estou em Londres, voltando agora.Vou antecipar minha viagem [de retorno a Brasília]”, disse o advogado.

Perplexidade
Kakay também falou da conversa que teve hoje (7) com Jucá e Sarney. “Eles estão perplexos, mas confiantes de que talvez não seja sequer verdade isso. É claro que tem a perplexidade porque imagina uma gravação daquelas, sobre as conversas que vazaram, não justificaria nunca uma tentativa de obstrução”, ressaltou.



A assessoria do senador Romero Jucá disse que, por enquanto, não há nenhuma manifestação direta do senador sobre o assunto. Ontem (6), Jucá disse, em nota à imprensa, que, em relação à informação de que o Ministério Público Federal solicitou investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelas questões levantadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que está “à disposição para prestar qualquer tipo de esclarecimento e informação que possa restabelecer a verdade dos fatos”. O senador acrescentou que colocou à disposição da Justiça seus sigilos fiscal, bancário e telefônico.

“Estou vivendo uma situação absurda, sendo atacado pelos meus adversários políticos e tendo que aguentar calado todas as formas de agressões, uma vez que não posso me manifestar sobre algo que ainda não tenho conhecimento na íntegra. Isto não condiz com um ambiente democrático e de direito de defesa”, disse Jucá em nota.
Procuradas pela Agência Brasil, as assessorias de imprensa de Renan Calheiros, José Sarney e Eduardo Cunha não se pronunciaram.

Edição: Kleber Sampaio

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Superbactérias!



Salve-se quem puder! Nova bactéria perigosa descoberta nos EUA

 
A descoberta desta bactéria tem sido preconizada há muito. Afinal, a chamada bactéria superbug (batizada assim por ser resistente a antibióticos) foi descoberta nos EUA pela primeira vez, limitando potencialmente a eficiência de medicamentos contemporâneos que salvam vidas.


De acordo com a pesquisa do Departamento da Defesa dos EUA, a bactéria E. coli. resistente ao antibiótico poderoso colistina (usado em casos especialmente graves), foi achada na urina de uma mulher norte-americana de 49 anos. Cientistas receiam que a descoberta “anuncia o aparecimento de uma bactéria realmente resistente a todos os remédios”.


Ainda não se registra uma propagação da bactéria que possa ser chamada de epidêmica, além disso, ela é vulnerável a outros antibióticos. Contudo, ela tem a possibilidade de trocar genes o que provoca grande preocupação.

O gene mcr-1, que é responsável pela resistência à colistina, é transportado sobre uma microscópica placa de plasmídeo, que facilita às bactérias a o transportarem para outras. 

Se este gene passe para outra bactéria patogênica que tinha formado a resistência aos antibióticos como penicilina, tetraciclina ou ceftarolina, isso pode levar ao aparecimento do organismo potencialmente invencível, tornando todos os antibióticos que existem hoje em dia inúteis.

Se esta bactéria espalhará, o mundo pode retroceder a uma época quando não tinham existido nenhuns antibióticos, comunica o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), Tom Frieden. E a possibilidade disso é, infelizmente, muito elevada.


© flickr.com/ Oak Ridge National Laboratory

Existe uma bactéria chamada enterobacteriaceae resistente à carbapenema, ou CRE, pela sigla em inglês. Ela é conhecida pela sua resistência aos antibióticos da classe carbapenema, e a colistilina é o tratamento único que está disponível para os médicos. Tais bactérias com nível de resistência forte se chamam superbugs.

Se a CRE absorver o gene mcr-1, ele pode se tornar em uma superbug horrível que não pode ser eliminada até que uma nova classe de antibióticos seja criada.

Felizmente, a bactéria E. coli que foi descoberta na urina da mulher norte-americana não foi resistente à carbapenema, permitindo que a paciente fosse tratada com êxito.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sob baionetas!



Imprevisibilidade da Rússia mantém país à frente da OTAN
© AFP 2016/ ADEM ALTAN
12:41 09.05.2016(atualizado 12:48 09.05.2016) URL curta

O influente diário alemão Suddeutsche Zeitung analisou as relações entre a OTAN e a Rússia nos últimos meses e chegou à conclusão de que a Aliança perdeu sua iniciativa e, no momento, não pode fazer nada além de acompanhar as ações do Kremlin, visto que Moscou está sempre alguns passos à frente.




Quando faltam dois meses para a próxima cúpula da OTAN em Varsóvia, o jornal avaliou as relações entre a Aliança e a Rússia e analisou as causas de preocupação.

"A Rússia está sempre alguns passos à frente da OTAN", afirma o jornal. "Sejam exercícios militares, voos ‘agressivos’ perto de um navio da OTAN ou deslocamento de forças".

 © AP Photo/ The U.S. Army

Com a sua campanha militar na Síria e liderança na resolução de conflito na Ucrânia, Moscou mandou duas mensagens claras para a Aliança. A primeira – o país está agindo muito mais rápido do que o esperado. A segunda – Moscou está pronta a perseguir seus próprios interesses, bem determinados, que a OTAN nunca é capaz de prever.
Como resultado, a Aliança ficou com uma única opção: acompanhar as decisões imprevisíveis da Rússia.

 © AFP 2016/ MAXIM AVDEYEV
Sempre que a Aliança aumenta a sua presença militar, a Rússia responde imediatamente de maneira inesperada.

O jornal cita como um exemplo a última decisão da OTAN de deslocar quatro batalhões (4.000 soldados) da Aliança para os países bálticos e a Polónia, perto das fronteiras da Rússia.

A Rússia foi rápida a responder com o deslocamento de três divisões suas, com um número total de 4.000 a 10.000 efetivos na mesma zona.