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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Diplomatas Russos são expulsos de embaixadas europeias.

 Ministério das Relações Exteriores da Rússia na Praça Smolenskaya-Sennaya, Moscou

Alemanha, Polônia e Suécia expulsam diplomatas russos de suas embaixadas

Em medida de resposta à expulsão de seus diplomatas de Moscou, Alemanha, Polônia e Suécia declararam diplomatas russos como "personae non gratae" nesta segunda-feira (8).

Anteriormente, um trio de diplomatas da União Europeia - Polônia, Alemanha e Suécia, respectivamente - foram expulsos da Rússia após participação de comícios não autorizados de apoio ao opositor russo Aleksei Navalny.

Ao comentar a expulsão dos diplomatas europeus por Moscou, o Ministério das Relações Exteriores alemão afirmou que a medida "não se justifica de forma alguma".

"O Ministério das Relações Exteriores declarou hoje 'persona non grata' um funcionário da embaixada russa em Berlim", disse a chancelaria alemã em um comunicado. 

 Panorama de manifestação de apoio ao oposicionista Aleksei Navalny em Moscou, Rússia, 23 de janeiro de 2021

Uma série de protestos não autorizados de apoio ao opositor russo Alekei Navalny foram realizados nas últimas semanas em várias cidades da Rússia em meio à decisão da Justiça da Rússia de substituir a pena suspensa de três anos e meio de Navalny por uma pena efetiva.

"O diplomata alemão estava apenas cumprindo sua tarefa de informar sobre os acontecimentos no local de maneira legal", acrescentou o comunicado do Ministério das Relações Exteriores alemão

Na semana passada, a representante oficial da chancelaria da Rússia, Maria Zakharova, declarou que Moscou não teve outra escolha a não ser expulsar os diplomatas europeus que estavam interferindo nos assuntos internos da Rússia ao participarem de protestos não autorizados.

Noticias:https://br.sputniknews.com/europa/2021020816918713-alemanha-polonia-e-suecia-expulsam-diplomatas-russos-de-suas-embaixadas/

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sob baionetas!



Imprevisibilidade da Rússia mantém país à frente da OTAN
© AFP 2016/ ADEM ALTAN
12:41 09.05.2016(atualizado 12:48 09.05.2016) URL curta

O influente diário alemão Suddeutsche Zeitung analisou as relações entre a OTAN e a Rússia nos últimos meses e chegou à conclusão de que a Aliança perdeu sua iniciativa e, no momento, não pode fazer nada além de acompanhar as ações do Kremlin, visto que Moscou está sempre alguns passos à frente.




Quando faltam dois meses para a próxima cúpula da OTAN em Varsóvia, o jornal avaliou as relações entre a Aliança e a Rússia e analisou as causas de preocupação.

"A Rússia está sempre alguns passos à frente da OTAN", afirma o jornal. "Sejam exercícios militares, voos ‘agressivos’ perto de um navio da OTAN ou deslocamento de forças".

 © AP Photo/ The U.S. Army

Com a sua campanha militar na Síria e liderança na resolução de conflito na Ucrânia, Moscou mandou duas mensagens claras para a Aliança. A primeira – o país está agindo muito mais rápido do que o esperado. A segunda – Moscou está pronta a perseguir seus próprios interesses, bem determinados, que a OTAN nunca é capaz de prever.
Como resultado, a Aliança ficou com uma única opção: acompanhar as decisões imprevisíveis da Rússia.

 © AFP 2016/ MAXIM AVDEYEV
Sempre que a Aliança aumenta a sua presença militar, a Rússia responde imediatamente de maneira inesperada.

O jornal cita como um exemplo a última decisão da OTAN de deslocar quatro batalhões (4.000 soldados) da Aliança para os países bálticos e a Polónia, perto das fronteiras da Rússia.

A Rússia foi rápida a responder com o deslocamento de três divisões suas, com um número total de 4.000 a 10.000 efetivos na mesma zona.