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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Duvidas persistem


Chega à Rússia segundo avião com corpos de vítimas de acidente aéreo no Egito

Da Agência Lusa
 
 
 
 
 
 
 
 
Restos do avião russo que caiu na Península do Sinai, no EgitoSTR/Agência Lusa

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Um segundo avião com os corpos e pertences das vítimas do acidente aéreo de sábado (31) na península do Sinai chegou hoje (3) ao aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, informaram fontes oficiais.

A aeronave, um Il-76 do Ministério para Situações de Emergência russo, transportou partes dos corpos, documentos e objetos pessoais das vítimas, que serão entregues para perícia e identificação.

Ontem (2), outro avião transportou para São Petersburgo mais de 130 cadáveres e 40 fragmentos de corpos.

Acredita-se que o Airbus A-321, da companhia russa MetroJet (Kogalimavia), que fazia no sábado a ligação entre a estância turística egípcia de Sharm El Sheikh e a cidade russa de São Petersburgo, tenha explodido no ar 23 minutos depois de descolar, causando a morte dos 224 ocupantes.

Edição: Talita Cavalcante

 

EUA dizem não ter evidência de ato terrorista em queda de avião russo

  • 02/11/2015 14h45
  • Washington

Da Agência Lusa

O diretor nacional de Inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, disse hoje (2) que, até o momento, não tem conhecimento de qualquer “prova direta” de terrorismo na queda do Airbus A321 russo, que caiu no sábado (31) no Egito.

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“Ainda não há qualquer prova direta de um envolvimento terrorista”, disse Clapper em uma conferência sobre segurança e defesa em Washington.

Clapper, que supervisiona a atividade das 16 agências de informação dos Estados Unidos, considerou “improvável” que o grupo extremista Estado Islâmico tenha capacidade para atingir um avião na altitude em que se encontrava o Airbus, mas acrescentou que “não descartaria” essa hipótese.

A companhia aérea do Airbus A321, que caiu no sábado na Península do Sinai, MetroJet (Kogalymavia), divulgou que o acidente foi em consequência de fatores externos e que nenhuma falha técnica poderia fazer com que um avião se partisse ao meio em pleno voo.

Tanto o Egito como a Rússia minimizaram o comunicado de um grupo egípcio ligado ao Estado Islâmico, que afirmou ter derrubado o avião.

A aeronave, que saiu da estância turística egípcia de Sharm el-Sheikh com destino a cidade russa de São Petersburgo, transportava 224 pessoas. Todos os passageiros e tripulantes morreram.

Edição: Carolina Pimentel

Estado Islâmico reivindica ter abatido avião russo com 224 pessoas

  • 31/10/2015 14h33
  • Cairo

Da Agência Lusa



A ala egípcia do grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou, no Twitter, a autoria do atentado ao avião russo que caiu neste sábado na Península do Sinai, no Leste do Egito, provocando a morte aos 224 passageiros e tripulantes.

"Os soldados do Califado conseguiram abater um avião russo na província do Sinai transportando mais de 220 cruzados que foram mortos", disse o grupo extremista em comunicado nas redes sociais, indicando ter agido como "represália" à intervenção russa na Síria.

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O avião, que tinha como destino São Petersburgo, na Rússia, caiu ao sul da cidade egípcia de Al-Arish, capital da província do Norte Sinai, pouco depois de levantar voo de Sharm el-Sheik.

A aeronave pertence à companhia russa MetroJet (Kogalimavia), fundada em 1993 e com base no aeroporto de Domodedovo, que faz habitualmente voos fretados.

Vários especialistas militares ouvidos pela agência de notícias France-Presse (AFP) disseram que os rebeldes do Estado Islâmico, cuja base fica no norte da Península do Sinai, não dispõem de mísseis capazes de atingir um avião a 30 mil pés, mas não excluem a possibilidade de uma bomba a bordo ou de a aeronave ter sido atingida por um foguete ou míssil quando descia em uma sequência de falhas técnicas.

O contato com a aeronave foi perdido 23 minutos depois da decolagem do Aeroporto de Sharm el-Sheikh, na fronteira com o Mar Vermelho. O avião estava a uma altitude de mais de 30 mil pés (9,144 metros) quando o comandante queixou-se de uma falha técnica do equipamento de comunicação a um funcionário da autoridade de controle do espaço aéreo egípcio.

A Embaixada da Rússia no Cairo informou que todas as 224 pessoas que estavam a bordo, na maioria russos e alguns ucranianos, morreram na queda do avião.

Edição: Nádia Franco

 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Um acaso a ser investigado e enfrentado.



Retaliação do EL?




O avião russo que caiu no sábado (31) no Sinai egípcio com 224 pessoas a bordo se despedaçou no ar antes de chegar ao chão, indicou o chefe dos especialistas aeronáuticos russos.

"O deslocamento ocorreu no ar e os fragmentos se espalharam por uma grande superfície de cerca de 20 km 2", declarou Viktor Sorotchenko, diretor do Comitê intergovernamental de aviação (MAK), citado pelas agências russas, indicando, contudo, "ser muito cedo para tirar qualquer conclusão".

O MAK lidera as investigações de catástrofes aéreas na Rússia. Desta forma, Sorotchenko participa da investigação da queda do voo 9268 da Metrojet no Egito ao lado dos investigadores franceses do BEA e alemães do BFU, representando o construtor Airbus, e egípcios.

A hipótese de o avião ter se despedaço durante o voo já era considerada a mais plausível pelos especialistas, dada a dispersão dos destroços.

As autoridades egípcias anunciaram no sábado que encontraram destroços e corpos em um perímetro que se estende ao longo de 8 km de raio, o que, segundo os especialistas, indica a priori que o Airbus A321-200 da empresa russa Metrojet não havia tocado o chão intacto, mas que se despedaçou ou explodiu em voo.

O raio das buscas foi estendido neste domingo a 15 km, segundo um oficial militar envolvido nas operações.

Caixas-pretas
Analistas egípcios começaram a examinar neste domingo (1º) o conteúdo das duas caixas pretas recuperadas do avião, e disseram que pode levar dias para recuperar os dados.

O Ministro dos Transportes russo, Maxim Sokolov, e um time de investigadores de alto nível do país chegaram ao Cairo, neste domingo para ajudar as autoridades egípcias a determinar o que causou o acidente. As 224 pessoas a bordo morreram.

O Airbur A321, operado pela companhia aérea russa KogalimAvia, mais conhecida como Metrojet, saiu de Sharm El-Sheikh, cidade no litoral do Egito, e seguia para São Petersburgo, na Rússia.
Ele caiu em uma área montanhosa logo após perder contato com os radares perto de alcançar a altitude de cruzeiro.

Investigadores russos vão considerar todos os cenários possíveis sobre porque o avião caiu, disse o porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia em comunicado no site do comitê.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que as investigações sobre as causas do acidente podem levar meses.

"Esse é um assunto complicado e exige tecnologias avançadas e investigações amplas que podem levar meses", disse ele a recrutas do Exército em um discurso televisionado neste domingo.

Estado Islâmico
O ramo egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI)
afirmou no Twitter ser o responsável pela queda do avião. Apesar da reivindicação do grupo, uma primeira análise do local do acidente indica que a queda poderia ter sido causada por uma falha técnica. O Ministro russo dos Transportes, Maxim Sokolov, disse à agência Interfax que a afirmação “não pode ser considerada exata”.

O presidente egípcio pediu para que todos esperem os resultados da investigação antes de evocarem possíveis razões para a tragédia.

"Nesse tipo de caso, é preciso deixar trabalhar os especialistas e não evocar as causas da queda do avião, porque isso está sendo investigado", declarou, citado pela agência de notícia Mena.

A Rússia decidiu intervir no conflito sírio para apoiar o governo de Bashar al-Assad, e afirma bombardear alvos do grupo o Estado Islâmico e outros grupos "terroristas" que se opõem ao poder.
Homem entrega flores no memorial improvisado para as vítimas do avião russo que caiu no Egito (Foto: Peter Kovalev/ Reuters)
 

(Foto: Peter Kovalev/ Reuters)