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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Estamos com falas de guerra

Rússia acusa Erdogan de envolvimento em tráfico de petróleo com EI; Turquia nega
Redação | São Paulo - 02/12/2015 - 13h40
Presidente turco reiterou que vai renunciar caso acusações sejam comprovadas; países vivem momento de crise após derrubada de caças russos


O vice-ministro da Defesa russo, Anatoli Antonov, acusou nesta quarta-feira (02/12) o presidente turco, Recep Tayyp Erdogan, e sua família de estarem envolvidos diretamente no tráfico de petróleo com o EI (Estado Islâmico). Erdogan, que já havia sido acusado de comprar petróleo dogrupo extremista, negou as acusações e reiterou que irá renunciar caso elas sejam comprovadas. Durante uma sessão informativa sobre operações de combate ao terrorismo, Antonov apresentou algumas imagens de satélites que supostamente mostrariam o EI transportando petróleo para a Turquia.


Agência Efe
Sessão russa de operações antiterrorista nesta quarta-feira

A Turquia está diretamente envolvida no projeto do EI. Conhecemos três rotas de distribuição de petróleo da Síria para a Turquia. Ninguém no Ocidente se pergunta por que o filho de Erdogan é diretor da maior empresa petrolífera [do país]”, comentou o número dois da Defesa russa a repórteres. "É uma lástima que tenham começado com propaganda negra após o incidente. Fazem uma campanha de graves calúnias”, rebateu o presidente turco. Para Erdogan, a Rússia “perde credibilidade com essas calúnias”.




No início desta semana o presidente russo, Vladimir Putin, já havia acusado a Turquia de comprar petróleo do Estado Islâmico. Na ocasião, Erdogan também negou e disse pela primeira vez que renunciaria ao cargo de presidente caso algo fosse comprovado.

Os dois países estão passando por um momento de instabilidade diplomática após a Turquia ter derrubado dois caças russos que supostamente teriam invadido seu espaço aéreo. Um dos pilotos foi morto na operação. O Kremlin negou a invasão de seus aviões, argumentando ainda que não representavam uma ameaça para a população turca, visto que estavam combatendo o grupo jihadista na Síria.

Como resultado, a Moscou impôs sanções econômicas a Ancara. Entretanto, o governo turco já indicou que não tomará medidas semelhantes às russas.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Esta ficando mais perigoso

Ataque a avião russo é "facada nas costas", diz Putin
Presidente russo diz que o ataque terá sérias consequências nas relações entre os dois países. Já o primeiro-ministro da Turquia diz que a Turquia fará "o que for necessário" para garantir a segurança do país
há 2 minutos Andreia Miranda




O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentou o acidente que aconteceu com o bombardeiro russo, esta terça-feira, na Síria, dizendo que o mesmo representa uma “facada nas costas” da Rússia.

“O incidente com Su-24 russo está fora da luta convencional contra o terrorismo. O avião russo foi abatido por um míssil ar-ar [a partir de um] avião turco”.

Segundo Putin, “é óbvio” que nem os pilotos nem o avião ameaçavam a Turquia e que o ataque terá sérias consequências nas relações entre os dois países.
 
“O avião estava a desempenhar o papel de combate direto contra o Estado Islâmico. A tragédia do terá consequências sérias para as relações entre Moscovo e Ancara”

O presidente destacou ainda que o bombardeiro foi abatido a quatro quilómetros da fronteira turca.
 
Turquia tem o direito de responder quando ameaçada

O primeiro-ministro da Turquia,  Ahmet Davutoglu, afirmou à Reuters que o país tem o direito de responder quando o espaço aéreo é ameaçado depois dos avisos.
 
Davutoglu afirmou ainda que o mundo tem de saber que a Turquia fará "o que for necessário" para garantir a segurança do país.

Turquia derruba avião russo próximo à fronteira com a Síria


 Ministério da Defesa da Rússia/Reuters
Caça russo Sukhoi Su-24: o avião caiu em território sírio, a poucos quilômetros da fronteira com a província turca mediterrânea de Hatay

Ancara/Istambul- Caças turcos derrubaram um avião militar de fabricação russa próximo à fronteira da Síria nesta terça-feira, após repetidamente alertarem sobre violações do espaço aéreo, de acordo com autoridades turcas, mas Moscou informou que pode provar que o jato não deixou o espaço aéreo sírio.
Fontes presidenciais turcas disseram que o avião de guerra era um SU-24 de fabricação russa. O Exército turco, que não confirmou a origem do avião, informou que foi alertado mais de 10 vezes no espaço de cinco minutos sobre violações no espaço aéreo turco.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que um de seus caças foi derrubado na Síria, aparentemente de tiros vindos do solo, mas informou que poderia provar que o avião estava sobre a Síria durante o voo, relatou a agência de notícias Interfax.
O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, recebeu informações do chefe do Exército, enquanto o premiê, Ahmet Davutoglu, ordenou consultas com a Otan, a ONU e países relacionados, disseram os gabinetes de ambos.
O grupo de monitoramento Observatório Sírio para Direitos Humanos informou que o avião de guerra caiu em uma área montanhosa na província de Latakia, onde houve um bombardeio aéreo anteriormente e onde forças pró-governo lutam no solo contra insurgentes.
A Rússia e o governo sírio, aliado, realizaram ataques na área. Uma fonte militar síria disse que a suposta derrubada estava sendo investigada.
Imagens da emissora privada turca Haberturk TV mostraram o avião caindo em chamas e uma longa faixa de fumaça. Imagens separadas da agência turca Anadolu mostraram dois pilotos saindo de paraquedas do jato antes da queda.