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quarta-feira, 6 de junho de 2018

EUA IMPONDO


México impõe tarifas de importação aos EUA em retaliação ao aço



Por Leandra Felipe – Repórter da Agência Brasil Atlanta (EUA)

O México irá impor tarifas sobre as importações de produtos siderúrgicos e agrícolas dos Estados Unidos - incluindo carne suína, queijo, maçãs e batatas. O decreto assinado pelo presidente mexicano Enrique Peña Nieto foi publicado hoje (5) no Diário Oficial do país. A medida é uma retaliação à decisão da administração do presidente norte-americano Donald Trump de impor tarifas sobre derivados de aço e alumínio exportados pelos EUA do México, do Canadá e da União Europeia.

O governo mexicano decidiu impor taxas entre 15% e 20% a uma lista de produtos agrícolas e siderúrgicos produzidos pelos Estados Unidos. O decreto foi publicado um dia depois de o Ministério da Economia do México ter iniciado um processo contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). 

O Canadá e a União Europeia acompanharam o México no protesto junto à OMC e também estão buscando tarifas e ações contra os EUA perante o organismo. No Twitter,  o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, chamou as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o alumínio e aço canadenses de "inaceitáveis". Do mesmo modo a União Europeia as classificou de "ilegais". 

Histórico

Em janeiro deste ano, o Departamento de Comércio norte-americano divulgou dois relatórios em que recomendava ao governo dos Estados Unidos rever suas políticas de importação de aço e de alumínio por questões de segurança nacional. 

A justificativa foi que “mais fechamentos da capacidade de produção doméstica iriam resultar em uma situação em que os Estados Unidos ficariam incapazes de responder à demanda para defesa nacional e infraestrutura crítica em caso de emergência nacional”.

A decisão do governo norte-americano foi impor tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados pelos Estados Unidos. 

Em  março, Trump entrou em negociações e suspendeu temporariamente a aplicação das tarifas sobre os dois itens para uma lista de nações que incluía os países da União Europeia, além de Canadá, México, Coreia do Sul, Austrália e Brasil.

Em 31 de maio, Trump anunciou que iria impor as tarifas de importação para Canadá, México e os países da União Europeia. Brasil, Argentina e Austrália continuam isentos das tarifas de aço, mas o Brasil não aparece na lista dos países que permanecem isentos da de alumínio. 

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Edição: Fábio Massalli


domingo, 5 de abril de 2015

Brasil e seu trágico apartheid

BRASIL: UM ESTADO NACIONAL E SEU EXERCITO LIVRE PARA MATAR
Seletivamente, apenas negros e pobres. Na América do Sul, quintal dos EUA.




http://angorussia.com/comunidade/estudantes-angolanos-espancados-por-policiais-no-brasil-apos-reagirem-a-provocacoes-racistas/ 

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Paulo Souza REVOLTANTE. Lembro meu querido amigo Mosses, nigeriano que estudou comigo na UFMG em Belo Horizonte. Viera estudar no Brasil porque lhes disseram que aqui não havia racismo. Todos os meus dezenas de colegas africanos, apesar de ricos eram duramente discriminados por professores, colegas e outros. Como negro, único brasileiro entre eles na universidade - porque por aqui até a educação é elemento de segregação, fazia o que podia para amenizar a estadia deles. A ONU e a comunidade internacional precisa se posicionar quanto a crueldade do APARTHEID BRASILEIRO, que localmente chamamos de RACISMO AMBIENTAL. HA espaços que sabemos não serem possível transitar. E a universidade é um desses espaços. O estado brasileiro é racista, segregador. Usa sua policia despreparada , covarde e racista para agredir e matar os não brancos. Ainda bem que não mataram nenhum deles. Estão vivos. A guerra entre não brancos e brancos é fomentada diariamente pela mídia, pelas igrejas protestantes, pelas milícias das favelas. É uma situação que os números da violência do estado indicaram claramente o caminho do enfrentamento quando cansarmos de ver nossos filhos mortos pela policia brasileira - são 58 mil assassinatos por ano. Tecnicamente estamos enfrentando já esta guerra. LAMENTO PROFUNDAMENTE O OCORRIDO com meus irmãos africanos. Isto tem que parar um dia.
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Muito covarde esta postagem. É fechar os olhos para a barbárie que o Brasil vive. O estado brasileiro mata crianças. Isto sim, é preocupante. Agora o maior agravante é que são sempre e sempre crianças negras e pobres. Uma vergonha para quem tentou mostrar um outro lado, como uma justificativa para o injustificável. Fake. Mal.

Desculpe não quero ofender, tem liberdade de opinião, preservemos. Mas precisa ter responsabilidade. Então os meios justificam os fins? Matar, matar sempre? Não tem filhos? Vejo que você não é tão branco, a ponto de estar acima de qualquer suspeita. Deveriam se preocupar com a possibilidade de amanha ser um dos seus, a vitima. Não é matando, é perdoando que alcançamos a redenção. O Brasil precisa mudar, precisamos mudar esta cultura de morte. Acompanho suas postagens e percebo que você não é do mal, é uma pessoa boa externando uma opinião, apenas isto. Mas devemos ter cuidado com nossas opiniões quando podemos influenciar os outros negativamente. a morte de uma criança por forças policiais devem ser sempre e sempre condenáveis. Não estamos sozinhos

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ESTES são os textos que escrevi no face hoje. São reflexos. De uma longa historia de vida que teimo em esquecer. E que nem posso esquecer, porque esta historia trago na pele negra que tenho. Herança da diáspora africana. Apesar dos avós europeus.

Uma noite, sai com meu irmão para jogar futebol num bairro novo, onde não era nosso costume ir. Há uns 40 anos. Este meu querido irmão morreu há  32 anos. O apartheid brasileiro o matou. Saímos, não fui a aula e fomos para a quadra. Lá jogamos uma partida ruim e voltamos. Meu querido  irmão, um negro jovial, forte e disposto, começara a ter problemas na rua. Era muito tímido, inteligente. Assim, quase correndo para voltar a parada do ônibus, ele ficou para trás. Eu estava adiantado uns dois quarteirões.  Senti um aperto no peito e olhei para trás. Naquela rua deserta, num bairro deserto, eram umas 22 horas apenas, deparo com a pior das cenas. Um carro de policia saído do nada enquadrava meu irmão. Ele. Com sua mochila de jogador de futebol as costas e um cacho de mamonas nas mãos. Avistara a mamona num lote vago e parara para tirar algumas pelotas e brincar. Um policial negro lhe apontava uma arma. Não pensei, não deu tempo. Me atirei correndo em direção a assustadora cena e agarrei meu querido irmão. O abracei totalmente e tremia, eu estava com muito medo e raiva.  O abracei e o tirei de cena. “É meu irmão, ninguém toca nele. O que fazem aqui, eu, nada, jogamos bola. Eu trabalho num banco.” E sai, agarrado ao meu irmão, morreria por ele, não tenho duvidas. Ficamos calados muito tempo. Sabíamos da natureza da abordagem policial e tínhamos vergonha naquele tempo. Não tínhamos a compreensão de hoje, tão clara, brutal, desumana. Havíamos invadido território proibido. Nas cidades brasileiras, todas elas, há espaços não permitidos para os de cor. Lojas, empreendimentos, igrejas, comercio, indústria, serviços. Não há garçons negros no Brasil. Pessoas saem de restaurantes quando chegam negros. A televisão brasileira é branca, pálida como na Europa. Não mostram negros. Pela televisão temos a impressão que há mais negros nos EUA do que aqui, no Brasil.



Apesar de sermos a maior nação negra fora da África, é como não existimos. Somos todos cidadãos invisíveis. Marcas como Dove, todas as cervejarias, O Boticário, Nestle, Coca Cola, P&G, Unilever, Gilete, Colgate e os maiores anunciantes do Brasil não querem negros em suas peças publicitarias.

Cannes que premia sempre as agencias brasileiras deveriam se envergonhar. Como são alienados e não deveriam merecer tanto respeito. Premiam as agencias mais racistas do planeta. Será que não percebem que nunca, nunca premiaram um filme brasileiro com um negro sequer? E somos, repito, a maior nação negra fora da África. Ao premiaram a propaganda racista das agencias brasileiras, premiam a discriminação, a segregação racial reflexo de 500 anos de escravidão. Esquecem seguramente, que nosso amado Brasil foi a ultima nação do mundo a abolir a escravidão.


Consumimos, somos cidadãos, apenas não nos enxergam. E como somos mal tratados. O APARTHEID SOCIAL, AMBIENTAL, ECONÔMICO E SOCIAL que nos negros brasileiros vivemos, é muito mais desumano e cruel que nos tempos do apartheid na África do Sul. Naquele tempo havia leis segregacionistas lá. Aqui, há leis que punem o racismo. Mas não adianta. Ninguém as aplica. O negro – vitima preferencial do estado brasileiro, com suas milícias e policia miliar orientada a segregar, isolar e matar pessoas de cor – travam uma luta de extermínio. Lutam para evitar o viés populacional – em 100 anos  não haverá brasileiros brancos. Exterminam agora meninos na melhor fase reprodutiva para reduzir o crescimento dos negros.


O mundo esta silenciosos quanto a este extermínio étnico. E nos deve. Empresas multinacionais que nos EUA não segregam, chegam ao Brasil e adotam a politica racial. Gigantes do  comércio como Wal-Mart, Cola Cola, Jeep, Chevrolet e tantas outras, se tornam tão  ou mais racistas que os brasileiros.  A comunidade internacional faz vistas grossas, fingem que não veem. Mas há o prenuncio de guerra civil no Brasil, pretos contra brancos. Agora é o momento da abordagem, é o momento da virada, se quisermos paz na América do Sul.