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domingo, 5 de abril de 2015

Brasil e seu trágico apartheid

BRASIL: UM ESTADO NACIONAL E SEU EXERCITO LIVRE PARA MATAR
Seletivamente, apenas negros e pobres. Na América do Sul, quintal dos EUA.




http://angorussia.com/comunidade/estudantes-angolanos-espancados-por-policiais-no-brasil-apos-reagirem-a-provocacoes-racistas/ 

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Paulo Souza REVOLTANTE. Lembro meu querido amigo Mosses, nigeriano que estudou comigo na UFMG em Belo Horizonte. Viera estudar no Brasil porque lhes disseram que aqui não havia racismo. Todos os meus dezenas de colegas africanos, apesar de ricos eram duramente discriminados por professores, colegas e outros. Como negro, único brasileiro entre eles na universidade - porque por aqui até a educação é elemento de segregação, fazia o que podia para amenizar a estadia deles. A ONU e a comunidade internacional precisa se posicionar quanto a crueldade do APARTHEID BRASILEIRO, que localmente chamamos de RACISMO AMBIENTAL. HA espaços que sabemos não serem possível transitar. E a universidade é um desses espaços. O estado brasileiro é racista, segregador. Usa sua policia despreparada , covarde e racista para agredir e matar os não brancos. Ainda bem que não mataram nenhum deles. Estão vivos. A guerra entre não brancos e brancos é fomentada diariamente pela mídia, pelas igrejas protestantes, pelas milícias das favelas. É uma situação que os números da violência do estado indicaram claramente o caminho do enfrentamento quando cansarmos de ver nossos filhos mortos pela policia brasileira - são 58 mil assassinatos por ano. Tecnicamente estamos enfrentando já esta guerra. LAMENTO PROFUNDAMENTE O OCORRIDO com meus irmãos africanos. Isto tem que parar um dia.
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Muito covarde esta postagem. É fechar os olhos para a barbárie que o Brasil vive. O estado brasileiro mata crianças. Isto sim, é preocupante. Agora o maior agravante é que são sempre e sempre crianças negras e pobres. Uma vergonha para quem tentou mostrar um outro lado, como uma justificativa para o injustificável. Fake. Mal.

Desculpe não quero ofender, tem liberdade de opinião, preservemos. Mas precisa ter responsabilidade. Então os meios justificam os fins? Matar, matar sempre? Não tem filhos? Vejo que você não é tão branco, a ponto de estar acima de qualquer suspeita. Deveriam se preocupar com a possibilidade de amanha ser um dos seus, a vitima. Não é matando, é perdoando que alcançamos a redenção. O Brasil precisa mudar, precisamos mudar esta cultura de morte. Acompanho suas postagens e percebo que você não é do mal, é uma pessoa boa externando uma opinião, apenas isto. Mas devemos ter cuidado com nossas opiniões quando podemos influenciar os outros negativamente. a morte de uma criança por forças policiais devem ser sempre e sempre condenáveis. Não estamos sozinhos

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ESTES são os textos que escrevi no face hoje. São reflexos. De uma longa historia de vida que teimo em esquecer. E que nem posso esquecer, porque esta historia trago na pele negra que tenho. Herança da diáspora africana. Apesar dos avós europeus.

Uma noite, sai com meu irmão para jogar futebol num bairro novo, onde não era nosso costume ir. Há uns 40 anos. Este meu querido irmão morreu há  32 anos. O apartheid brasileiro o matou. Saímos, não fui a aula e fomos para a quadra. Lá jogamos uma partida ruim e voltamos. Meu querido  irmão, um negro jovial, forte e disposto, começara a ter problemas na rua. Era muito tímido, inteligente. Assim, quase correndo para voltar a parada do ônibus, ele ficou para trás. Eu estava adiantado uns dois quarteirões.  Senti um aperto no peito e olhei para trás. Naquela rua deserta, num bairro deserto, eram umas 22 horas apenas, deparo com a pior das cenas. Um carro de policia saído do nada enquadrava meu irmão. Ele. Com sua mochila de jogador de futebol as costas e um cacho de mamonas nas mãos. Avistara a mamona num lote vago e parara para tirar algumas pelotas e brincar. Um policial negro lhe apontava uma arma. Não pensei, não deu tempo. Me atirei correndo em direção a assustadora cena e agarrei meu querido irmão. O abracei totalmente e tremia, eu estava com muito medo e raiva.  O abracei e o tirei de cena. “É meu irmão, ninguém toca nele. O que fazem aqui, eu, nada, jogamos bola. Eu trabalho num banco.” E sai, agarrado ao meu irmão, morreria por ele, não tenho duvidas. Ficamos calados muito tempo. Sabíamos da natureza da abordagem policial e tínhamos vergonha naquele tempo. Não tínhamos a compreensão de hoje, tão clara, brutal, desumana. Havíamos invadido território proibido. Nas cidades brasileiras, todas elas, há espaços não permitidos para os de cor. Lojas, empreendimentos, igrejas, comercio, indústria, serviços. Não há garçons negros no Brasil. Pessoas saem de restaurantes quando chegam negros. A televisão brasileira é branca, pálida como na Europa. Não mostram negros. Pela televisão temos a impressão que há mais negros nos EUA do que aqui, no Brasil.



Apesar de sermos a maior nação negra fora da África, é como não existimos. Somos todos cidadãos invisíveis. Marcas como Dove, todas as cervejarias, O Boticário, Nestle, Coca Cola, P&G, Unilever, Gilete, Colgate e os maiores anunciantes do Brasil não querem negros em suas peças publicitarias.

Cannes que premia sempre as agencias brasileiras deveriam se envergonhar. Como são alienados e não deveriam merecer tanto respeito. Premiam as agencias mais racistas do planeta. Será que não percebem que nunca, nunca premiaram um filme brasileiro com um negro sequer? E somos, repito, a maior nação negra fora da África. Ao premiaram a propaganda racista das agencias brasileiras, premiam a discriminação, a segregação racial reflexo de 500 anos de escravidão. Esquecem seguramente, que nosso amado Brasil foi a ultima nação do mundo a abolir a escravidão.


Consumimos, somos cidadãos, apenas não nos enxergam. E como somos mal tratados. O APARTHEID SOCIAL, AMBIENTAL, ECONÔMICO E SOCIAL que nos negros brasileiros vivemos, é muito mais desumano e cruel que nos tempos do apartheid na África do Sul. Naquele tempo havia leis segregacionistas lá. Aqui, há leis que punem o racismo. Mas não adianta. Ninguém as aplica. O negro – vitima preferencial do estado brasileiro, com suas milícias e policia miliar orientada a segregar, isolar e matar pessoas de cor – travam uma luta de extermínio. Lutam para evitar o viés populacional – em 100 anos  não haverá brasileiros brancos. Exterminam agora meninos na melhor fase reprodutiva para reduzir o crescimento dos negros.


O mundo esta silenciosos quanto a este extermínio étnico. E nos deve. Empresas multinacionais que nos EUA não segregam, chegam ao Brasil e adotam a politica racial. Gigantes do  comércio como Wal-Mart, Cola Cola, Jeep, Chevrolet e tantas outras, se tornam tão  ou mais racistas que os brasileiros.  A comunidade internacional faz vistas grossas, fingem que não veem. Mas há o prenuncio de guerra civil no Brasil, pretos contra brancos. Agora é o momento da abordagem, é o momento da virada, se quisermos paz na América do Sul.

sábado, 29 de novembro de 2014

a redução de preço chega a 50% na Ásia



OS PREÇOS DO MINERIO DE FERRO LADEIRA ABAIXO
Nostradamus e o preço do minério de ferro






Aqueles que buscam uma explicação para o que acontece no mercado de minério de ferro pode me encontrar algum conforto nas centúrias desse médico francês que se especializou na previsão de eventos extremos.



A quadra 97 da Centúria VI de Nostradamus é tida por muitos como aquela que narra o início da terceira guerra mundial. Ele diz que o céu vai arder em chamas e o fogo chegará à cidade nova, que muitos acreditam ser Nova Iorque. O texto original está lá embaixo.

Em 2001, alguns interpretaram essa quadra como uma referência ao ataque às torres gêmeas em Nova Iorque. Bem, como é possível ver, há muitas interpretações. E eu também tenho a minha.

A tal “cidade nova” pode ser muito bem Binhai, uma cidade recentemente construída na província de Tianjin, na China. Essa cidade tem nada menos do que 120 prédios copiados de Manhattan. É a maior réplica no mundo desse que é o principal borough, ou distrito, de Nova York.

É lá em Manhattan que estão a Times Square e o Central Park. Foi lá que começou a cidade da maçã. A versão chinesa de Manhattan fica na região de Tianjin e é lá que está o porto de Tianjin, o mesmo que a empresa Platts usa nas suas contas para formar o mais conhecido índice de preço de minério de ferro com 62% Fe entregue na China.

Como disse a Bloomberg há uns quatro meses, Binhai está virando uma cidade-fantasma, com edifícios pela metade e prédios de escritórios vazio. Isso é pior do que qualquer incêndio.
Falar de “cinquenta e quatro graus”, veja a tal quadra mais abaixo, me parece apenas uma questão de tradução. O tal degrés pode ser muito bem, o teor do minério de ferro. Segundo alguns critérios, o minério é considerado de alto teor quando é superior a 54% Fe.

Mas eu vejo isso de duas alternativas. A primeira é que o minério de ferro de baixo teor vai ser usado, ou seja, concentrado pelo que há de melhor em tecnologia de beneficiamento. Isso reduziria ainda mais o mercado transoceânico, levando o caos ao Brasil e à Austrália. Não vejo como a China vai abrir mão dos empregos em dezenas de minas de ferro.

O céu da China vai então pegar fogo, ou melhor, continuar escondido até 2030. Esse foi o ano escolhido por Barack Obama e Xi Jinping, na reunião da Apec, para que a China iniciasse a redução de suas emissões de gases do efeito estufa.

A segunda alternativa está ligada ao preço. Neste caso, o minério a 54 dólares a tonelada, já previsto este ano pelo Citi Group para 2015, vão botar fogo no mercado.
Já o terceiro verso é, na minha opinião uma referência direta ao Brasil. Como sabem os leitores, brasil vem de brasa. Logo, o Brasil pode muito bem ser essa “grande chama” que em um instante vai ser ejetado.



O último verso diz que, então, os Normandos vão ter que apresentar provas. Essa talvez seja a mais enigmática das frases. Usualmente os tais normandos são vistos como franceses, como o próprio Michel de Notredame. Do ponto de vista etimológico, Normans significa apenas homem do norte. Pode ser da América do Norte, da Rússia ou mesmo da Noruega.

Por outro lado, pode ser que Norman Mbazima, o CEO da Kumba Iron, empresa da Anglo que é a quarta maior produtora individual de minério de ferro, tenha a solução para a crise. Quem sabe?
Naturalmente, o porte e a importância do mercado mundial de minério de ferro e aço era algo que esse médico francês, que morreu tem quase 450 anos, ignorava.

Da mesma forma que no início do ano, quando o minério estava acima de US$ 140 a tonelada, nem Citi, nem UBS, nem Credit Suisse, nem JP Morgan, falavam que o minério teria o preço reduzido à metade.

Nem nos piores pesadelos dos estrategistas da Vale e da BHP se imagina uma queda tão repentina. Como diz um amigo, caiu 50%. Mas para recuperar, têm que aumentar 100%. Vai demorar, se acontecer mesmo.

Isso mostra que fenômenos fora de escala, como a seca de São Paulo e a queda brutal no preço do minério, precisam ainda ser melhor entendidos e estudados por governos e empresas.
No fim das contas fica apenas uma similaridade: tanto governos quanto mineradoras agem da mesma forma. Primeiro ignoram o que está acontecendo, depois minimizam o fato, por fim, adotam medidas caras e insatisfatórias.

Em francês original:
Cinq et quarante degrés ciel bruslera,
Feu approcher de la grand cité neufve,
Instant grand flamme esparse sautera
Quand on voudra des Normans faire preuve.
Na minha tradução em português:
Ao teor 54%, o céu queimará,
O fogo chegará à grande cidade nova,
Uma imensa brasa se consumirá
Quando vai exigir provas dos homens do norte.