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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Serra Pelada em resgate



Ação Cívico Social beneficia centenas de moradores de Serra Pelada
Para a Aciso, o Exército trouxe todo o seu aparato, a Prefeitura os serviços públicos e a Vale deu o apoio logístico.





Atendimento médico e odontológico, entrega de medicamentos, aferição de pressão e diabetes, orientação e atualização de cadastro do Bolsa Família, entre outros atendimentos de saúde e sociais foram disponibilizados para a comunidade de Serra Pelada, em Curionópolis, na manhã desta sábado (9), na Escola Municipal Ângela Bezerra, durante a Ação Cívico Social (Aciso) do Exército Brasileiro.
A Prefeitura de Curionópolis e a Vale foram parceiras na realização do evento, que atendeu centenas de pessoas.
Rogério Macedo, chefe de Gabinete do Executivo destacou a importância do evento para a comunidade: “mais de 400 atendimentos foram feitos hoje e isso é só o início. Nós tivemos um compromisso de campanha, de atender Serra Pelada em suas principais demandas, e assim o governo do nosso prefeito Adonei Aguiar tem feito. Temos estado bem próximo à essa população tão carente”.
“Para a Aciso, o Exército trouxe todo o seu aparato, a Prefeitura os serviços públicos e a Vale deu o apoio logístico. Escolhemos Serra Pelada para a ação por que entendemos que é uma comunidade carente e que está próxima das nossas operações. O apoio da Prefeitura no evento é fundamental, sem ele não teria como se realizar”, afirmou Adenilson José de Souza, do setor de relações com a comunidade da Vale.
Kelma Oliveira, secretária de saúde de Curionópolis, informou que foram disponibilizados para ação: dois médicos, quatro enfermeiras, duas técnicas de enfermagem, uma farmacêutica, duas técnicas administrativo, além dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da Serra Pelada e também aparelhos de medir pressão e glicose.
“É uma ação muito importante porque a gente atrai um grande público e assim conseguimos detectar pessoas que têm alguma doença crônica e que precisam de acompanhamento, como o caso da diabetes, e em seguida fazer a busca ativa desse paciente”, informou a secretária de saúde.
A dona de casa Maria de Lorde Pereira mora há 30 anos na Serra Pelada, ela tem diabetes e faz acompanhamento no postinho de saúde da localidade, mas sempre aproveita essas ações para monitorar ainda mais sua saúde. “Senti que minha diabetes estava alterada hoje, aproveitei o evento para vir me consultar e trazer meus netos para se divertir um pouquinho”.
Durante o Aciso houve uma programação especial para as crianças, com distribuição de pipoca, cachorro-quente e pirulito, além de muitas brincadeiras e pintura de rosto. Os pequenos e os adultos prestigiaram também apresentações folclóricas, de karatê e da banda do Exército do 52º Batalhão da Infantaria de Selva, que tocou músicas conhecidas da população.

sábado, 29 de novembro de 2014

a redução de preço chega a 50% na Ásia



OS PREÇOS DO MINERIO DE FERRO LADEIRA ABAIXO
Nostradamus e o preço do minério de ferro






Aqueles que buscam uma explicação para o que acontece no mercado de minério de ferro pode me encontrar algum conforto nas centúrias desse médico francês que se especializou na previsão de eventos extremos.



A quadra 97 da Centúria VI de Nostradamus é tida por muitos como aquela que narra o início da terceira guerra mundial. Ele diz que o céu vai arder em chamas e o fogo chegará à cidade nova, que muitos acreditam ser Nova Iorque. O texto original está lá embaixo.

Em 2001, alguns interpretaram essa quadra como uma referência ao ataque às torres gêmeas em Nova Iorque. Bem, como é possível ver, há muitas interpretações. E eu também tenho a minha.

A tal “cidade nova” pode ser muito bem Binhai, uma cidade recentemente construída na província de Tianjin, na China. Essa cidade tem nada menos do que 120 prédios copiados de Manhattan. É a maior réplica no mundo desse que é o principal borough, ou distrito, de Nova York.

É lá em Manhattan que estão a Times Square e o Central Park. Foi lá que começou a cidade da maçã. A versão chinesa de Manhattan fica na região de Tianjin e é lá que está o porto de Tianjin, o mesmo que a empresa Platts usa nas suas contas para formar o mais conhecido índice de preço de minério de ferro com 62% Fe entregue na China.

Como disse a Bloomberg há uns quatro meses, Binhai está virando uma cidade-fantasma, com edifícios pela metade e prédios de escritórios vazio. Isso é pior do que qualquer incêndio.
Falar de “cinquenta e quatro graus”, veja a tal quadra mais abaixo, me parece apenas uma questão de tradução. O tal degrés pode ser muito bem, o teor do minério de ferro. Segundo alguns critérios, o minério é considerado de alto teor quando é superior a 54% Fe.

Mas eu vejo isso de duas alternativas. A primeira é que o minério de ferro de baixo teor vai ser usado, ou seja, concentrado pelo que há de melhor em tecnologia de beneficiamento. Isso reduziria ainda mais o mercado transoceânico, levando o caos ao Brasil e à Austrália. Não vejo como a China vai abrir mão dos empregos em dezenas de minas de ferro.

O céu da China vai então pegar fogo, ou melhor, continuar escondido até 2030. Esse foi o ano escolhido por Barack Obama e Xi Jinping, na reunião da Apec, para que a China iniciasse a redução de suas emissões de gases do efeito estufa.

A segunda alternativa está ligada ao preço. Neste caso, o minério a 54 dólares a tonelada, já previsto este ano pelo Citi Group para 2015, vão botar fogo no mercado.
Já o terceiro verso é, na minha opinião uma referência direta ao Brasil. Como sabem os leitores, brasil vem de brasa. Logo, o Brasil pode muito bem ser essa “grande chama” que em um instante vai ser ejetado.



O último verso diz que, então, os Normandos vão ter que apresentar provas. Essa talvez seja a mais enigmática das frases. Usualmente os tais normandos são vistos como franceses, como o próprio Michel de Notredame. Do ponto de vista etimológico, Normans significa apenas homem do norte. Pode ser da América do Norte, da Rússia ou mesmo da Noruega.

Por outro lado, pode ser que Norman Mbazima, o CEO da Kumba Iron, empresa da Anglo que é a quarta maior produtora individual de minério de ferro, tenha a solução para a crise. Quem sabe?
Naturalmente, o porte e a importância do mercado mundial de minério de ferro e aço era algo que esse médico francês, que morreu tem quase 450 anos, ignorava.

Da mesma forma que no início do ano, quando o minério estava acima de US$ 140 a tonelada, nem Citi, nem UBS, nem Credit Suisse, nem JP Morgan, falavam que o minério teria o preço reduzido à metade.

Nem nos piores pesadelos dos estrategistas da Vale e da BHP se imagina uma queda tão repentina. Como diz um amigo, caiu 50%. Mas para recuperar, têm que aumentar 100%. Vai demorar, se acontecer mesmo.

Isso mostra que fenômenos fora de escala, como a seca de São Paulo e a queda brutal no preço do minério, precisam ainda ser melhor entendidos e estudados por governos e empresas.
No fim das contas fica apenas uma similaridade: tanto governos quanto mineradoras agem da mesma forma. Primeiro ignoram o que está acontecendo, depois minimizam o fato, por fim, adotam medidas caras e insatisfatórias.

Em francês original:
Cinq et quarante degrés ciel bruslera,
Feu approcher de la grand cité neufve,
Instant grand flamme esparse sautera
Quand on voudra des Normans faire preuve.
Na minha tradução em português:
Ao teor 54%, o céu queimará,
O fogo chegará à grande cidade nova,
Uma imensa brasa se consumirá
Quando vai exigir provas dos homens do norte.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

UMA CIDADE SEM MINERAÇÃO



UMA CIDADE SEM MINERAÇÃO


Recentemente fui abordado na rua por um conhecido, perguntando se a classe política tinha despertado para minhas idéias e crenças em relação a VALE e sua impagável divida com Parauapebas. Esta visita de Valmir a sede no Rio, foi precedida da minha visita, no distante 1996, para defender a Integral e falar de Valmir quando na privatização, o novo gestor da empresa queria cortes de custo de até 40% nos contratos correntes. Reuni vários empresários na época e Valmir foi o único a ir até o fim. Elaboramos um consistente documento: AMBIENTE DE MUDANÇAS: PROPOSTA DE REDUÇÃO DE CUSTOS E AUMENTO DE PRODUTIVIDADE E RIQUEZAS.  Munido dessa proposta, peguei o vôo em Carajás até o Galeão e de lá, à sede da VALE, onde fui recebido por Ricardo Brito, então nosso parceiro local. Foi uma proposta de manutenção da Integral na Mina de Ferro, porque tinha as melhores condições de fazer a manutenção da mina, a custo controlado. Neste momento, haviam montado  a KASERGE e a MSE para assumir os serviços gerais e de manutenção mecânica. E avisamos que não daria certo, seria mais um erro, alem da privatização e no curto prazo. Estas empresas foram encerradas anos depois, com enormes prejuízos. Naquele distante 1996, ainda no Rio tivemos noticias de ampla movimentação em torno da Integral aqui em Carajás.

Resultado histórico: todos os empreiteiros locais sumiram, ficando apenas a empresa do Valmir, em parte sustentada por forte e maciça  presença da nossa consultoria. Nosso trabalho, nestes anos todos, acabaram gerando o livro MANUFATURA,  hoje a venda nas livrarias. Passamos todos estes anos, junto da Integral e seus  proprietários, construindo a historia da única empresa do sul/sudeste do Pará, certificada com a ISO 2001, trabalho inicialmente apenas meu (1994), depois da Leudicy (2000) e novamente meu, (2002), quando revi o trabalho da mesma, alterei profundamente seus fundamentos e certificamos orgulhosamente a Integral.  Quando alteramos a percepção de gestão, de comprometimento e envolvimento de todos os elementos no processo de crescimento ordenado, de competência e sobrevivência empresarial. A Integral sobreviveu. Valmir sobreviveu e hoje é o prefeito de Parauapebas. Todas as pessoas envolvidas naquele processo estão ai, Célia, Elson da Usimig (que inclusive registrei), Pavão, Raimundo Qualidade (Omega Engenharia), Márcia (secretaria de Valmir) e tantos outros.


Falei com Valmir no dia e hora em que estava se dirigindo para esta reunião da foto. Estou escrevendo porque temos outras propostas para o destino de Parauapebas. Pensamos em desenvolvimento sustentável, o contrario e um curativo a loucura vista até aqui. Sofrimento, degradação, manipulação populacional, corrupção e excessiva produção mineral. Hoje acreditamos, vendo o que a China esta fazendo com o mineral comprado aqui –  o mercado secundário da Ásia é preocupante, pelos preços vis que entregamos nosso subsolo e seus recursos não sondados: ouro, urano, manganês, recursos biológicos e florestais não mensurados e etc, quem entende sabe do que estou falando, e ainda vamos entregar a VALE projeto de  distrito minero –industrial? Acho que, mais uma vez, daqui a 10 anos, vou escrever novamente o mesmo (aqui: blogdoprefeito.blogspot.com), porque, na organização atual em que se encontram as forças políticas e econômicas da região,  um distrito nestes moldes é apenas propaganda fantasiosa. De onde virão os recursos, os investidores? Basta ainda olhar para o distrito industrial de Marabá, Ananindeua e tantos outros repletos de boa intenção.

Não conhecemos Parauapebas ainda. Não conhecemos e ainda não discutimos os propósitos para a decretação do Território Federal de Carajás. Não estudamos impactos regionais e tendências produtivas concorrentes. Nem temos um sistema de energia, água e esgoto confiáveis. Acredito que precisamos do apoio da VALE. Precisamos que esta empresa devolva a cidade ao menos 1% de tudo que tira daqui. É louvável a iniciativa, muito importante, mesmo porque nunca houve tal movimento e novamente afirmamos que este momento esta sendo possível devido nosso trabalho de consultoria ao prefeito. Fomos os primeiros a orientar a administração para trazer recursos humanos e administrativos da maior mineradora de ferro do mundo, para ajudar a reparar a má gestão, a corrupção e a perda de tempo, numa cidade fundada exclusivamente para sua manutenção.
Mas acredito tremendamente que é momento de avançar. Começar por ações complementares, encandeáveis e gradativas. Leiam aqui: nossosservicos1.blogspot.com e vejam de que estamos falando. 

Nossa proposta para o distrito Industrial de Parauapebas é diferente, é sustentável. Ela ajuda a complementar as compras publicas. No distrito teremos preocupação em garantir a instalação de empresas verdes, sustentáveis. Para a preservação do Estado do Pará. Para mitigar parte dos problemas recorrentes do estado atual.

E porque não estamos falando em serviços? Um distrito de serviços financeiros ou de eletroeletrônica ou administrativos. É o topo da cadeia econômica, a prestação de serviços. IBM, METSO, CAT, HP, e tantas empresas migraram da produção industrial para a prestação de serviços e todas estão milionárias. Ou você acredita que a  NIKE faz suas bolas e trajes esportivos? A APPLE produz industrialmente seus IPADS  e IPHONES? HÁ MUITO ELAS ENTREGARAM SUA PRODUÇÃO BRUTA PARA LOCAIS ERMOS DO PLANETA, para a periferia. ESTA É A  PROPOSTA APRESENTADA A VALE. Agora imaginem a enormidade de impedimentos ambientais e ecológicos para a instalação de um pólo mínero-industrial bem na entrada da Reserva Florestal de Carajás. Bem, dirão, tudo é possível, já há exploração mineral na região e dentro da floresta. Eu digo, é justamente contra isto que devemos deter a expansão dessa destruição da natureza aqui no sul do Pará. Se podemos  optar, neste momento pelo  planeta e frente a destruição já em curso, vamos optar por frear esta loucura. Se precisamos de novas matrizes econômicas e devemos optar, vamos optar pela sustentabilidade. 

Propomos que a VALE ouvide esforços para a implantação de uma praça financeira em Parauapebas, Marabá ou Belém ou São Luis. Um sistema de comercialização de ações, commodities aqui, perto de suas minas. Ainda, os laboratórios de mineração, de  produção biológica. A vinda de institutos que estudam o meio ambiente, a floresta, as sociedades do em torno, como a China esta fazendo com as grandes escolas americanas e européias. Todo crescimento econômico e a inserção da nossa região no mapa do mundo podem ser limpas, honestas, sustentáveis e garantidoras do futuro das águas e da floresta para sempre.

Sinceramente trabalho para o governo Valmir ser um  marco divisor no destino histórico de Parauapebas. E pode sê-lo, se ele quiser. Se fizer as apostas corretas e necessárias. Não acredito em acordo com o PT, com vereadores, acho todos inúteis e apenas oportunismo de momento. Ações de governabilidade se faz com prestação de serviços honesto e certo, de pessoas boas e comprometidas com o melhor futuro para nossa cidade. Quero estar nestas negociações sobre o futuro de Parauapebas.

Aquele amigo que me saudou e fez as perguntas, todos que trabalham comigo sabem das minhas intervenções junto ao governo municipal, fazendo proposições, interpondo idéias e levantando preocupações com o destino de Parauapebas.

Nossa pauta para o desenvolvimento propõe um amplo ouvido a população em geral, ambientalistas, geólogos, fazendeiros, empresários, prestadores de serviços, juristas, economistas, financistas, jovens e  todos que quiserem opinar. Alternativas ao ciclo mineral precisam ser implementadas já, o futuro vai nos julgar por esta paralisia, esta moleza em tomar decisões. Não podemos retroceder ao passado. Encerrar o ciclo da mineração e reconstruir ou construir um ciclo de sustentabilidade e preservação ambiental poderá ser nosso futuro. E muito mais lucrativo que a devastação das matas, dos rios, do subsolo. Não somos contra a mineração, não somos loucos. Somos contra a falta de controle, a desinformação e o controle populacional. Não sabemos o que sai de Carajás. Não sabemos o valor de uma castanheira milenar, de qualquer outro vegetal e seus recursos medicinais. Neste momento damos valor apenas ao minério, isto é uma sandice. Podemos mudar isto, com a nova proposta para  a nova produção econômica de Parauapebas. E com a parceria com a VALE, de predadora a conservacionista. Ficará bem para  o mundo.
 
O novo ciclo mineral que se avizinha, com a abertura da ultima mina a céu aberto do país, é promissor para a retomada imediata dos negócios em Parauapebas. Mas este surto, com prazo de começo e fim, é nossa poupança e tempo para implementarmos as soluções definitivas e mantenedoras do crescimento sustentável de Parauapebas e região sul/sudeste do Pará – Território Federal de Carajás. A nova mina não pode nos cegar a vender a crença de que esta tudo bem. Não podemos e nem devemos continuar como aposentados da VALE, vivendo de suas migalhas ou sobras miúdas depositadas mensalmente. É muito pouco. Vejam o  relatório semestral de produção, comercialização e lucro link e compreendam que a única saída é a diversificação e o encontro do destino histórico dessa  região sitiada.