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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PT PORTUGAL SGPS ou OI - sem infraestrutura o Brasil segue perdendo oportunidade. Merecemos um tratamento melhor das empresas multinacionais

VELOX E OI: PORQUE NÃO

FUNCIONA NO BRASIL E SOMOS 

OBRIGADOS A TER.
TUDO  O QUE NÃO SE PODE FAZER COM SEU CONSUMIDOR
Ou a tragédia da falta de infraestrutura brasileira

Donos e únicos responsáveis:
PT PORTUGAL SGPS S/A
Av. Fontes Pereira de Melo, 40 – 1069-300 Lisboa – Portugal - EU







Vejam acessando o link abaixo, confusão gerencial e financeiro e de controle no topo da famigerada OI brasileira:
http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Economia/231726,CVM+critica+acordo+fechado+entre+a+Oi+e+a+Portugal+Telecom.aspx

Temos três linhas fixas no nosso escritório em Parauapebas. Três linhas porque dependemos da internet e com uma linha apenas não funcionava. Colocamos mais uma e ainda assim não funcionava. Voltamos ao rádio e recontratamos um sinal – que agora é firme e funciona.

ESTAMOS falando de Parauapebas. Não uma cidade qualquer, perdida nos rincões do imenso pais. Mas da maior exportadora brasileira. Exportou no exercício fiscal de 2014, a cifra de 7,2 bilhões de dólares, não importando nem 10 milhões, portanto com o superávit tremendo e espetacular. Porque exporta tanto? A indústria da mineração, com a Mina de Carajás, maior empreendimento  a céu aberto do mundo. Dali saem 800 mil toneladas dia. A riqueza gerada aqui não fica. Jamais, nem um percentual fica. Tudo é exportado, ficando apenas o descaso, a ausência de governo, de justiça, de lei e de ordem. Um imenso buraco e uma selva destruídas. Como uma empresa do porte da VALE, com tantas milongas corporativas, diga-se de passagem, apenas para inglês ver – pode coadumar com crimes de toda ordem – financeiros, corrupção governamental – o prefeito  de Parauapebas, aliado da VALE e em conjunto  fazendo investimentos, já desviou em 2 anos, cerca de 1 bilhão de reais com diversas denuncias, CPIs instaladas e toda sorte de investigações em curso, com assassinatos de lideranças,  de advogados e lideres da oposição.

E não é apenas isto, a falta de infraestrutura total – ausência de hospitais equipados, nem uma máquina sequer de hemodiálise, hemocentro , nada.


Pensar em eletricidade ou internet então é um sonho. E telefonia? Todas as grandes operadoras internacionais estão localmente. As vezes passamos dias sem sinal da Vivo (citar empresa), Tim (citar empresa), claro (citar empresa) ou qualquer que invente.

Mas a grande vedete, a estrela mesmo do serviço vital negado é a internet e a telefonia da Oi (PT PORTUGAL SGPS S/A - Av. Fontes Pereira de Melo, 40 – 1069-300 Lisboa – Portugal).

Seus executivos, investidores e responsáveis deveriam estar presos, respondendo pelo crime de prevaricação, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, falsa oferta e entrega de produto ou serviço, golpes contra o sistema financeiro, malversação de verbas publicas, venda casada – instalam o Velox apenas para quem comprar o fixo – por sinal caríssimo, e ainda formação de quadrilha, danos morais e econômicos às suas milhares de vitimas que, como nós acreditamos que teriam infraestrutura para comercializar o Velox e entregar as linhas físicas. NÃO PODEM ENTREGAR NADA. NÃO TEM INFRAESTRUTURA NO PARÁ OU EM PARAUAPEBAS. RECEBEM POR UM SERVIÇO QUE Não PRESTAM. Imaginamos se perpetrasse seus golpes na civilizada Europa ou no capitalista Estados Unidos... Os fatos:

Em 2013 instalamos uma linha telefônica 94 33462804. Foi instalada e funcionou por apenas dois meses. Logo ficou muda e entrou em manutenção. Sobre esta linha mandamos instalar o VELOX, o malfadado serviço de internet da OI(PT PORTUGAL SGPS S/A - Av. Fontes Pereira de Melo, 40 – 1069-300 Lisboa – Portugal, no Brasil .). Nunca funcionou. O fato corrente foi que, ficamos mais de 8 meses com a linha muda e a internet sem sinal. Ligamos centenas de vezes para o serviço de atendimento da OI e eles prometeram centenas de vezes que mandariam a manutenção da RMS. Nunca vieram. As contas chegavam regularmente e pagamos todas, porque, na esperança da manutenção aparecer, tinha que estar pago o serviço, apenas se agenda manutenção se a conta estiver em dia – não importa se esteja funcionando ou não.  São os costumes do Brasil – este imenso e atrasado pais da América do Sul.


O nível de atraso e retrocesso que o Brasil esta experimentando sob a administração do PT – o outrora Partido dos Trabalhadores, bastião da moralidade e da ordem publica, hoje paladinos da corrupção, do desgoverno e das causas perdidas – o mundo ainda não percebeu sua gravidade: estamos nos armando e nos tornando uma nação de guerra, rompendo com o sonho de uma América Latina sem  grandes arsenais. Nossa indústria de aviação fabrica cargueiros militares e jatos de guerra, a pesquisa atômica novamente esta na ordem do dia, as grandes plantations chegaram e se instalaram na Amazônia (soja, milho, cana de açúcar) e como maiores fornecedores de proteína animal do mundo – os rebanhos empesteiam a outrora paisagem da selva.

O preconceito racial só faz aumentar e causar mais estragos no tecido social. O estado brasileiro, especializado e responsável pela maior faxina étnica do mundo atual –  58  mil homicídios por ano, sendo que a maioria é causado pela policia especializada em matar não brancos, ostensivamente racista e discriminatória, matando jovens negros masculinos, visando deter o viés negro da população que aumenta cada vez mais entre não brancos, sendo praticamente proibido as uniões inter-raciais, devido ao preconceito fortemente disseminado pela mídia branca e segregadora.

A infra estrutura primaria – estradas, portos, ferrovias, hospitais, sistema de tratamento e distribuição de água, eletricidade e internet, sem investimentos, totalmente deixadas ao acaso, sem planejamentos de médio e longos prazos, focados unicamente no resultado financeiro.

Temos visto uma exigência absurda do governo em que toda a base contábil, financeira e patrimonial brasileira seja responsas pela internet. O fato é que não temos internet confiável. As empresas e pessoas lutam  e investem tempo e dinheiro para entregar os arquivos digitalizados para o governo e sua propaganda internacional – mas sabemos o que temos que fazer para entregar tais arquivos. A própria Oi tinha uma empresa espelho quando da privatização. Cadê esta empresa espelho? Foi absorvida pela Embratel –  entregue ao Carlos Slim que se tornou mágico como o governo brasileiro. Desmontou a empresa e focou seus negócios nos satélites do povo brasileiro. Não temos internet barata que cubra o território nacional com a capacidade de resposta que  se precisa. E a OI tem prestado este desserviço – prometendo, entregando relatórios fantasiosos ao governo central e NÃO ATENDENDO LOCALMENTE, de onde fica difícil ou impossível até – pelo tamanho do pais – que nossos apelos, reclamações e cobranças cheguem a qualquer instancia. A prova? Nós, nosso escritório. Mesmo tendo 1.300.000 acessos globais, não conseguimos – por 8 meses, que  Oi MANDASSE UM TECNICO SEQUER CONSERTAR A LINHA 94 33462804 E A LINHA 94 33463559. E isto no centro de Parauapebas – a maior cidade exportadora do  pais! Exportações de 7,2 bilhões de dólares!


Deparamos com uma situação tão absurda que retorno diariamente a George Orwell – 1984. É o que vivemos, uma parodia ao Grande Irmão, onipresente e onipotente. Para os dele. Nos somos os deserdados. Pagamos por um serviço que o Estado deveria garantir e não recebemos nada.

Agora mesmo, há 20 dias atrás, estava tudo funcionando, quando um técnico da OI subiu no poste e cortou todas as linhas do escritório e de internet nos deixando as cegas. Liguei para a RMS – a empresa de manutenção contratada pela Oi e eles pediram para agendar nacionalmente. Não apareceu ninguém para consertar até este momento – dia 16/02/2015, 10:27 da manha. Ninguém, nem uma resposta. Já agendamos 15 vezes no sistema nacional da OI e nada. Eles marcaram 5 vezes e na data não apareceu ninguém. Vejam a gravidade da situação: não pareceu ninguém para consertar as linhas que eles mesmo silenciaram. Ouvimos dizer que esta nossa linha esta funcionando sob outro numero, aqui no bairro. Que fica ora funcionando conosco, ora no outro endereço, dependendo da pressão imposta. É revoltante, porque ambos estão pagando por um serviço não entregue.

Descobrimos também ser um golpe de financiamento barato facilmente empregado no Brasil. A empresa finge que entrega o serviço e cobra por ele. Não recebendo as contas, denuncia o tomador ao Sistema de Credito Brasileiro –alias administrado covardemente por uma empresa britânica – SERASA EXPERIDIAN e ao SPC.

No Brasil, atraso de contas de produtos essenciais, tipo agua, energia elétrica, são passiveis de denuncia em sistema de cadastro impeditivos. Infelizmente somos o pais da falta de serviços básicos e da irresponsabilidade gerencial. Estamos num caminho sem retorna da responsabilidade social e do resultado como nação de futuro.

Estamos matando o amanha. É HORA DE A COMUNIDADE INTERNACIONAL DISCUTIR SE VAI PERMITIR A DESTRUIÇÃO DA AMAZONIA. A CONSTRUÇÃO DE REPRESAS, A EXPLORAÇÃO DE PETROLEO, AS PLANTATIONS E O GADO APENAS SERVEM PARA O MERCADO INTERNCIONAL. MAS A PRESERVAÇÃ DO ECOSSITEMA AMAZONICO É QUESTÃO MUNDIAL E DE VITAL IMPORTANCIA PARA A PRESERVAÇÃO DA HUMANIDADE  E DA TERRA. Demonstramos diariamente não sermos competentes para cuidar de tamanho patrimônio sozinhos.


A OI (PT PORTUGAL SGPS S/A - Av. Fontes Pereira de Melo, 40 – 1069-300 Lisboa – Portugal) é uma empresa covarde e precisa ser melhor fiscalizada pelos organismos internacionais. Não temos esperança que a nível de BRASIL e com os contatos que seus donos tem a nível federal – e na base da corrupção infinita que envergonha nosso Brasil – consigamos ter uma solução técnica que contemple Parauapebas – a maior cidade exportadora do Brasil, com 7,2 bilhões de vendas anuais e sem internet, sem hospitais, sem estradas, sem governo e sem futuro. Preciso de minhas linhas e de minha internet funcionando. Nós precisamos, haja visto sermos toda uma comunidade – cerca de 200 mil pessoas, que pagamos absurdo por um produto ou serviço não entregue ou entregue de forma inconsequente, arbitraria ou desonesta – de uma solução.

Arguimos aqui os investidores institucionais – fundos de pensão, fundos soberanos, empresas e pessoas decentes que ainda estão por este mundo indecente: porque ainda investem na OI? Uma empresa com estas praticas de gestão descontroladas e indecentes, claramente enganando seus clientes, com sólidas bases de corrupção fincadas em Brasília e São Paulo? Não é hora de mudarem, de questionarem porque este silencio tão completo sobre um problema que afligem milhares?

Seria a sombra da VALE que tem um acordo de privilégios com a OI localmente no Núcleo Urbano e na Mina de Carajás ?

Será que alguma autoridade brasileira ainda estaria sensível ao tremendo problema que enfrentamos localmente com as linhas fixas e a internet da OI?

O fato é que nossa comunidade não sabe mais a quem recorrer. Estamos sós e talvez, como na USINA ATRAS DO MORRO (in Jose J. Veiga – Os Cavalinhos do Platiplanto) estejamos apenas sendo cobaias da VALE, no intuito de nos causar perrengues para não lembrarmos da devastação ambiental e social perpetrada por eles no nosso território. FICA O ALERTA!

Obs.: não esperamos retorno por esta denuncia. Há um ano atrás denunciamos o golpe da Equatorial – via REDE CELPA, na adulteração de contas de energia elétrica a cada três meses e nada aconteceu, o esquema continua o mesmo. Mas fizemos nosso papel e utilizamos os recursos hoje colocados à nossa disposição: a internet, rede sem fim.



 Mesmo porque leia a confusão abaixo e pensem. Podem as “autoridades”, fortemente dependentes de “impostos e taxas” resolver algo nesse capitalismo sem regras?
Aval da CVM

Em meio ao processo de fusão com a Oi, a PT comprou papéis comerciais da Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo (GES), num total de 897 milhões de euros, valor que não foi pago. Para manter a fusão após o calote dado na PT, as empresas acertaram que a empresa portuguesa entregaria ações da Oi à brasileira e receberia os títulos podres. Com isso, a fatia da PT na companhia caiu de 37,3% para 25,6%. A portuguesa recebeu a opção de recomprar essas ações em seis anos.

Um dos motivos da necessidade de aval da CVM é que, no momento da troca, a Oi terá em tesouraria quantidade de papéis superior ao limite de 10% de seu capital. Esse ponto, um dos mais importantes na visão da Oi, foi aprovado pela área técnica. Mas a tele brasileira quer ter a opção de poder se desfazer das ações, sem a necessidade de mantê-las em tesouraria durante os seis anos que a PT tem para recomprá-las. A área técnica vê riscos financeiros à companhia.

A SEP destacou que o objetivo da norma "é a proteção das finanças da companhia, bem como evitar que se possa especular com derivativos sem a devida cobertura", diz o documento, obtido pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.
 

Outro ponto em discussão é se a PT SGPS, dona de 25,6% da Oi, é controladora da companhia. A tele brasileira argumenta que não, a área técnica entende que sim. Diante disso, a Oi pede que seja permitida a compra de ações do acionista controlador, o que é vedado pela legislação. Para a Oi, o que está sendo entregue à PT são títulos podres, enquanto a empresa receberá ações. O que aponta que não haveria prejuízos aos acionistas.

A área técnica vê vantagens no acordo para a suposta controladora, a PT. "Apesar das veementes negativas, parece bastante evidente que há vários elementos que beneficiam a PT SGPS." Um dos exemplos citados de benefício é a possibilidade de recompor a base acionária perdida em até seis anos, preservando as condições de preço.

Foi feita a recomendação de que, caso o colegiado dê sinal verde para os pedidos da Oi, que os temas levantados sejam levados à deliberação em assembleia da companhia brasileira. O único empecilho que a Oi vê nesse pedido é o prazo curto que tem para aprovar o negócio.
 

sábado, 29 de novembro de 2014

a redução de preço chega a 50% na Ásia



OS PREÇOS DO MINERIO DE FERRO LADEIRA ABAIXO
Nostradamus e o preço do minério de ferro






Aqueles que buscam uma explicação para o que acontece no mercado de minério de ferro pode me encontrar algum conforto nas centúrias desse médico francês que se especializou na previsão de eventos extremos.



A quadra 97 da Centúria VI de Nostradamus é tida por muitos como aquela que narra o início da terceira guerra mundial. Ele diz que o céu vai arder em chamas e o fogo chegará à cidade nova, que muitos acreditam ser Nova Iorque. O texto original está lá embaixo.

Em 2001, alguns interpretaram essa quadra como uma referência ao ataque às torres gêmeas em Nova Iorque. Bem, como é possível ver, há muitas interpretações. E eu também tenho a minha.

A tal “cidade nova” pode ser muito bem Binhai, uma cidade recentemente construída na província de Tianjin, na China. Essa cidade tem nada menos do que 120 prédios copiados de Manhattan. É a maior réplica no mundo desse que é o principal borough, ou distrito, de Nova York.

É lá em Manhattan que estão a Times Square e o Central Park. Foi lá que começou a cidade da maçã. A versão chinesa de Manhattan fica na região de Tianjin e é lá que está o porto de Tianjin, o mesmo que a empresa Platts usa nas suas contas para formar o mais conhecido índice de preço de minério de ferro com 62% Fe entregue na China.

Como disse a Bloomberg há uns quatro meses, Binhai está virando uma cidade-fantasma, com edifícios pela metade e prédios de escritórios vazio. Isso é pior do que qualquer incêndio.
Falar de “cinquenta e quatro graus”, veja a tal quadra mais abaixo, me parece apenas uma questão de tradução. O tal degrés pode ser muito bem, o teor do minério de ferro. Segundo alguns critérios, o minério é considerado de alto teor quando é superior a 54% Fe.

Mas eu vejo isso de duas alternativas. A primeira é que o minério de ferro de baixo teor vai ser usado, ou seja, concentrado pelo que há de melhor em tecnologia de beneficiamento. Isso reduziria ainda mais o mercado transoceânico, levando o caos ao Brasil e à Austrália. Não vejo como a China vai abrir mão dos empregos em dezenas de minas de ferro.

O céu da China vai então pegar fogo, ou melhor, continuar escondido até 2030. Esse foi o ano escolhido por Barack Obama e Xi Jinping, na reunião da Apec, para que a China iniciasse a redução de suas emissões de gases do efeito estufa.

A segunda alternativa está ligada ao preço. Neste caso, o minério a 54 dólares a tonelada, já previsto este ano pelo Citi Group para 2015, vão botar fogo no mercado.
Já o terceiro verso é, na minha opinião uma referência direta ao Brasil. Como sabem os leitores, brasil vem de brasa. Logo, o Brasil pode muito bem ser essa “grande chama” que em um instante vai ser ejetado.



O último verso diz que, então, os Normandos vão ter que apresentar provas. Essa talvez seja a mais enigmática das frases. Usualmente os tais normandos são vistos como franceses, como o próprio Michel de Notredame. Do ponto de vista etimológico, Normans significa apenas homem do norte. Pode ser da América do Norte, da Rússia ou mesmo da Noruega.

Por outro lado, pode ser que Norman Mbazima, o CEO da Kumba Iron, empresa da Anglo que é a quarta maior produtora individual de minério de ferro, tenha a solução para a crise. Quem sabe?
Naturalmente, o porte e a importância do mercado mundial de minério de ferro e aço era algo que esse médico francês, que morreu tem quase 450 anos, ignorava.

Da mesma forma que no início do ano, quando o minério estava acima de US$ 140 a tonelada, nem Citi, nem UBS, nem Credit Suisse, nem JP Morgan, falavam que o minério teria o preço reduzido à metade.

Nem nos piores pesadelos dos estrategistas da Vale e da BHP se imagina uma queda tão repentina. Como diz um amigo, caiu 50%. Mas para recuperar, têm que aumentar 100%. Vai demorar, se acontecer mesmo.

Isso mostra que fenômenos fora de escala, como a seca de São Paulo e a queda brutal no preço do minério, precisam ainda ser melhor entendidos e estudados por governos e empresas.
No fim das contas fica apenas uma similaridade: tanto governos quanto mineradoras agem da mesma forma. Primeiro ignoram o que está acontecendo, depois minimizam o fato, por fim, adotam medidas caras e insatisfatórias.

Em francês original:
Cinq et quarante degrés ciel bruslera,
Feu approcher de la grand cité neufve,
Instant grand flamme esparse sautera
Quand on voudra des Normans faire preuve.
Na minha tradução em português:
Ao teor 54%, o céu queimará,
O fogo chegará à grande cidade nova,
Uma imensa brasa se consumirá
Quando vai exigir provas dos homens do norte.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

UMA CIDADE SEM MINERAÇÃO



UMA CIDADE SEM MINERAÇÃO


Recentemente fui abordado na rua por um conhecido, perguntando se a classe política tinha despertado para minhas idéias e crenças em relação a VALE e sua impagável divida com Parauapebas. Esta visita de Valmir a sede no Rio, foi precedida da minha visita, no distante 1996, para defender a Integral e falar de Valmir quando na privatização, o novo gestor da empresa queria cortes de custo de até 40% nos contratos correntes. Reuni vários empresários na época e Valmir foi o único a ir até o fim. Elaboramos um consistente documento: AMBIENTE DE MUDANÇAS: PROPOSTA DE REDUÇÃO DE CUSTOS E AUMENTO DE PRODUTIVIDADE E RIQUEZAS.  Munido dessa proposta, peguei o vôo em Carajás até o Galeão e de lá, à sede da VALE, onde fui recebido por Ricardo Brito, então nosso parceiro local. Foi uma proposta de manutenção da Integral na Mina de Ferro, porque tinha as melhores condições de fazer a manutenção da mina, a custo controlado. Neste momento, haviam montado  a KASERGE e a MSE para assumir os serviços gerais e de manutenção mecânica. E avisamos que não daria certo, seria mais um erro, alem da privatização e no curto prazo. Estas empresas foram encerradas anos depois, com enormes prejuízos. Naquele distante 1996, ainda no Rio tivemos noticias de ampla movimentação em torno da Integral aqui em Carajás.

Resultado histórico: todos os empreiteiros locais sumiram, ficando apenas a empresa do Valmir, em parte sustentada por forte e maciça  presença da nossa consultoria. Nosso trabalho, nestes anos todos, acabaram gerando o livro MANUFATURA,  hoje a venda nas livrarias. Passamos todos estes anos, junto da Integral e seus  proprietários, construindo a historia da única empresa do sul/sudeste do Pará, certificada com a ISO 2001, trabalho inicialmente apenas meu (1994), depois da Leudicy (2000) e novamente meu, (2002), quando revi o trabalho da mesma, alterei profundamente seus fundamentos e certificamos orgulhosamente a Integral.  Quando alteramos a percepção de gestão, de comprometimento e envolvimento de todos os elementos no processo de crescimento ordenado, de competência e sobrevivência empresarial. A Integral sobreviveu. Valmir sobreviveu e hoje é o prefeito de Parauapebas. Todas as pessoas envolvidas naquele processo estão ai, Célia, Elson da Usimig (que inclusive registrei), Pavão, Raimundo Qualidade (Omega Engenharia), Márcia (secretaria de Valmir) e tantos outros.


Falei com Valmir no dia e hora em que estava se dirigindo para esta reunião da foto. Estou escrevendo porque temos outras propostas para o destino de Parauapebas. Pensamos em desenvolvimento sustentável, o contrario e um curativo a loucura vista até aqui. Sofrimento, degradação, manipulação populacional, corrupção e excessiva produção mineral. Hoje acreditamos, vendo o que a China esta fazendo com o mineral comprado aqui –  o mercado secundário da Ásia é preocupante, pelos preços vis que entregamos nosso subsolo e seus recursos não sondados: ouro, urano, manganês, recursos biológicos e florestais não mensurados e etc, quem entende sabe do que estou falando, e ainda vamos entregar a VALE projeto de  distrito minero –industrial? Acho que, mais uma vez, daqui a 10 anos, vou escrever novamente o mesmo (aqui: blogdoprefeito.blogspot.com), porque, na organização atual em que se encontram as forças políticas e econômicas da região,  um distrito nestes moldes é apenas propaganda fantasiosa. De onde virão os recursos, os investidores? Basta ainda olhar para o distrito industrial de Marabá, Ananindeua e tantos outros repletos de boa intenção.

Não conhecemos Parauapebas ainda. Não conhecemos e ainda não discutimos os propósitos para a decretação do Território Federal de Carajás. Não estudamos impactos regionais e tendências produtivas concorrentes. Nem temos um sistema de energia, água e esgoto confiáveis. Acredito que precisamos do apoio da VALE. Precisamos que esta empresa devolva a cidade ao menos 1% de tudo que tira daqui. É louvável a iniciativa, muito importante, mesmo porque nunca houve tal movimento e novamente afirmamos que este momento esta sendo possível devido nosso trabalho de consultoria ao prefeito. Fomos os primeiros a orientar a administração para trazer recursos humanos e administrativos da maior mineradora de ferro do mundo, para ajudar a reparar a má gestão, a corrupção e a perda de tempo, numa cidade fundada exclusivamente para sua manutenção.
Mas acredito tremendamente que é momento de avançar. Começar por ações complementares, encandeáveis e gradativas. Leiam aqui: nossosservicos1.blogspot.com e vejam de que estamos falando. 

Nossa proposta para o distrito Industrial de Parauapebas é diferente, é sustentável. Ela ajuda a complementar as compras publicas. No distrito teremos preocupação em garantir a instalação de empresas verdes, sustentáveis. Para a preservação do Estado do Pará. Para mitigar parte dos problemas recorrentes do estado atual.

E porque não estamos falando em serviços? Um distrito de serviços financeiros ou de eletroeletrônica ou administrativos. É o topo da cadeia econômica, a prestação de serviços. IBM, METSO, CAT, HP, e tantas empresas migraram da produção industrial para a prestação de serviços e todas estão milionárias. Ou você acredita que a  NIKE faz suas bolas e trajes esportivos? A APPLE produz industrialmente seus IPADS  e IPHONES? HÁ MUITO ELAS ENTREGARAM SUA PRODUÇÃO BRUTA PARA LOCAIS ERMOS DO PLANETA, para a periferia. ESTA É A  PROPOSTA APRESENTADA A VALE. Agora imaginem a enormidade de impedimentos ambientais e ecológicos para a instalação de um pólo mínero-industrial bem na entrada da Reserva Florestal de Carajás. Bem, dirão, tudo é possível, já há exploração mineral na região e dentro da floresta. Eu digo, é justamente contra isto que devemos deter a expansão dessa destruição da natureza aqui no sul do Pará. Se podemos  optar, neste momento pelo  planeta e frente a destruição já em curso, vamos optar por frear esta loucura. Se precisamos de novas matrizes econômicas e devemos optar, vamos optar pela sustentabilidade. 

Propomos que a VALE ouvide esforços para a implantação de uma praça financeira em Parauapebas, Marabá ou Belém ou São Luis. Um sistema de comercialização de ações, commodities aqui, perto de suas minas. Ainda, os laboratórios de mineração, de  produção biológica. A vinda de institutos que estudam o meio ambiente, a floresta, as sociedades do em torno, como a China esta fazendo com as grandes escolas americanas e européias. Todo crescimento econômico e a inserção da nossa região no mapa do mundo podem ser limpas, honestas, sustentáveis e garantidoras do futuro das águas e da floresta para sempre.

Sinceramente trabalho para o governo Valmir ser um  marco divisor no destino histórico de Parauapebas. E pode sê-lo, se ele quiser. Se fizer as apostas corretas e necessárias. Não acredito em acordo com o PT, com vereadores, acho todos inúteis e apenas oportunismo de momento. Ações de governabilidade se faz com prestação de serviços honesto e certo, de pessoas boas e comprometidas com o melhor futuro para nossa cidade. Quero estar nestas negociações sobre o futuro de Parauapebas.

Aquele amigo que me saudou e fez as perguntas, todos que trabalham comigo sabem das minhas intervenções junto ao governo municipal, fazendo proposições, interpondo idéias e levantando preocupações com o destino de Parauapebas.

Nossa pauta para o desenvolvimento propõe um amplo ouvido a população em geral, ambientalistas, geólogos, fazendeiros, empresários, prestadores de serviços, juristas, economistas, financistas, jovens e  todos que quiserem opinar. Alternativas ao ciclo mineral precisam ser implementadas já, o futuro vai nos julgar por esta paralisia, esta moleza em tomar decisões. Não podemos retroceder ao passado. Encerrar o ciclo da mineração e reconstruir ou construir um ciclo de sustentabilidade e preservação ambiental poderá ser nosso futuro. E muito mais lucrativo que a devastação das matas, dos rios, do subsolo. Não somos contra a mineração, não somos loucos. Somos contra a falta de controle, a desinformação e o controle populacional. Não sabemos o que sai de Carajás. Não sabemos o valor de uma castanheira milenar, de qualquer outro vegetal e seus recursos medicinais. Neste momento damos valor apenas ao minério, isto é uma sandice. Podemos mudar isto, com a nova proposta para  a nova produção econômica de Parauapebas. E com a parceria com a VALE, de predadora a conservacionista. Ficará bem para  o mundo.
 
O novo ciclo mineral que se avizinha, com a abertura da ultima mina a céu aberto do país, é promissor para a retomada imediata dos negócios em Parauapebas. Mas este surto, com prazo de começo e fim, é nossa poupança e tempo para implementarmos as soluções definitivas e mantenedoras do crescimento sustentável de Parauapebas e região sul/sudeste do Pará – Território Federal de Carajás. A nova mina não pode nos cegar a vender a crença de que esta tudo bem. Não podemos e nem devemos continuar como aposentados da VALE, vivendo de suas migalhas ou sobras miúdas depositadas mensalmente. É muito pouco. Vejam o  relatório semestral de produção, comercialização e lucro link e compreendam que a única saída é a diversificação e o encontro do destino histórico dessa  região sitiada.